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ESG

7 em cada 10 empresas já avaliam seus funcionários com base em métricas ESG, diz pesquisa

PUBLICADO EM: 25.2.21 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 26.2.21 | 12H31
Pesquisa global mostra impactos dos critérios ambientais, sociais e de governança nas empresas e apresenta tendências sobre os investimentos sociais corporativos

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Maria Clara Dias

Repórter da Exame



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A agenda ESG das companhias passou a ser conversa de alto escalão. Mais da metade das empresas preveem que a responsabilidade pela definição de métricas sociais, ambientais e de governança passará para os níveis hierárquicos mais altos dentro das companhias em um futuro próximo, segundo pesquisa do Chief Executives for Corporate Purpose (CECP), coalizão internacional de líderes ESG.

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No dia a dia dos funcionários, o ESG também não passará despercebido: 70% das empresas já estão integrando critérios para avaliação de desempenho e remuneração, sobretudo para profissionais de nível sênior - e esse será um movimento crescente.

As conclusões são do Global Impact at Scale: Corporate Action on ESG Issues and Social Investments 2020, primeiro levantamento sobre o cenário empresarial global do ESG a ser lançado hoje (25) pelo CECP, grupo fundado em 1999 pelo ator e filantropo Paul Newman e que reúne CEOs de mais de 200 empresas do mundo com mais 21 trilhões de dólares em ativos sob gestão.

A pesquisa contou com a participação de quase 200 empresas de 23 países, que juntas têm receita média de 8 bilhões de dólares, e buscou analisar a influência dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU nas estratégias das empresas e como os critérios ESG farão parte da estratégia de companhias daqui em diante. Segundo o estudo, a grande maioria das empresas (81%) já passaram a priorizar os ODS em seus planejamentos de ações e orientação, um crescimento de 20% em comparação ao cenário de 2019.

Segundo a pesquisa, a estratégia ESG está permeando níveis altos dentro das companhias. Para 59% delas, a discussão passará para níveis mais seniores ainda nos próximos dois anos.

A pressão de investidores por uma maior prestação de informações relacionadas às ações ambientais sociais e de governança também refletiu em um crescimento no número de empresas que prestam contas sobre o tema: 72% das companhias aumentaram a quantidade de relatórios socioambientais quando comparado ao total de 2019.

Pautas prioritárias

As corporações estão respondendo rapidamente a temas sociais de relevância do momento, como diversidade e inclusão, cultura e arte, direitos humanos, estilo de vida saudável e futuro do trabalho. No geral, 70% das empresas viram um aumento ou estabilidade nos recursos alocados a todas essas áreas entre os anos de 2019 e 2020.

Há uma preocupação maior pelos tópicos de futuro do trabalho e estilo de vida saudável, sobretudo devido à pandemia e a necessidade de rápida adptação a um novo modelo de trabalho e a preocupação com a saúde mental da população. Para 61% das empresas, essas são as duas áreas com o maior crescimento no valor de recursos destinados, seguido por diversidade e inclusão (59%).

Cenário brasileiro

Para mapear o cenário brasileiro de investimentos sociais, a ONG Comunitas, parceira da CECP no Brasil, também divulgará os resultados do seu Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC). A pesquisa anual traz informações sobre o cenário de investimento social corporativo no Brasil e as principais tendências do setor.

 

A pesquisa de 2019 mostrava que investimentos sociais corporativos no Brasil eram destinados majoritariamente a atividades culturais. Naquele ano, os incentivos por meio da Lei Rouanet e da Lei da Cultura totalizaram 290 milhões de reais, mais da metade do total dos incentivos fiscais captados pelas empresas.

Já em 2020, o conjunto de empresas que compõem o BISC representaram juntas mais de um terço de todo o investimento social para combate à covid-19 no país, totalizando 2,5 bilhões de reais.

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