ESG

Acelerado pela pandemia, consumo consciente é uma tendência que veio para ficar

PUBLICADO EM: 12.2.21 | 8H00
ATUALIZAÇÃO: 11.2.21 | 19H15
Pesquisa da Adyen mostra que compradores passaram a enxergar a ética dos varejistas como princípio importante nas decisões de compra
Black Friday; vendas online

Consumo: pesquisa da Adyen mostra que compradores passaram a enxergar a ética dos varejistas como princípio importante nas decisões de compra

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Maria Clara Dias

Repórter da Exame



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A pandemia trouxe consigo uma nova leva de consumidores mais preocupados com o posicionamento ético e ações ambientais de diferentes marcas varejistas. Na esteira do crescimento do e-commerce, usuários passaram também a se preocupar com o mantimento de negócios locais e em criar vínculos com marcas que os auxiliaram durante o período.

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A conclusão é do Relatório Varejo 2021, estudo anual da Adyen, plataforma de pagamentos holandesa, e conduzido pela Opinium Research LLP, empresa de pesquisas norte-americana. Realizada entre os dias 1 e 15 de julho do ano passado, a pesquisa abordou mais de 125 mil consumidores de 16 países, sendo 2 mil brasileiros. O objetivo do estudo era entender o comportamento de consumo, sobretudo o consumo ético durante a pandemia e como as pessoas se relacionam com o comércio local.

De acordo com a pesquisa, 71% das pessoas irão continuar comprando de negócios locais para que eles continuem abertos e em funcionamento. O desejo de apoiar os pequenos empreendimentos é resultado direto dos impactos do desemprego e das consequências econômicas negativas trazidas pela crise, de acordo com Cassia Pinheiro, gerente de riscos e compliance da Adyen. “Esse desejo de incentivar o comércio local e pequenos varejistas surgiu a partir do momento em que pessoas viram que portas estavam se fechando e sentiram que precisavam colaborar para que a economia do país resistisse”.

O posicionamento de empresas em relação aos compromissos financeiros com seus funcionários e a preocupação com a saúde mental da equipe também são pontos que se tornaram visíveis - e relevantes - para que consumidores decidissem comprar ou não, de algum comércio. Ao mesmo tempo, grandes empresas que careciam de ações sociais para apoio das comunidades em seu entorno deixaram de ser do gosto do público, segundo Pinheiro.

Para os respondentes, “ética do varejista” está relacionada ao fato de empresas pagarem bem seus funcionários, contribuírem para a comunidade ou se preocuparem com o meio ambiente. Quando perguntados sobre se esses fatores influenciam em suas decisões de compra, 82% dos entrevistados disseram que vão passar a avaliar bem mais esses quesitos.

Fidelizar será o próximo desafio

A relação ainda mais estreita entre clientes e comércios também é evidenciada na pesquisa: 76% dos entrevistados disseram que pretendem continuar comprando de varejistas com os quais puderam contar durante a pandemia. Esse é um grande desafio para as marcas, segundo Pinheiro. "A ausência das lojas físicas obriga varejistas a encontrem alternativas viáveis para fidelizar os clientes", diz. “Os compradores esperam que as marcas sejam capazes de fidelizá-los da mesma forma que um contato presencial faria, mas no mundo online”.

A exigência por um processo de compra fluído, sem barreiras e bem mais seguro também será ainda maior. "As empresas devem saber como oferecer aos consumidores a melhor experiência de compra", diz a executiva.

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