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Após dizer na ONU que EUA ‘está de volta’, Biden realiza cúpula paralela

PUBLICADO EM: 22.9.21 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 21.9.21 | 19H40
Encontro de líderes irá discutir maneiras de combater a pandemia e de reunir a sociedade civil, o Terceiro Setor, filantropos, indústrias e governos

Biden quer posicionar o seu país como líder global dos esforços de vacinação no mundo. O presidente compara esses esforços ao papel desempenhado pelos EUA na Segunda Guerra Mundial (REUTERS)

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, promove nesta quarta-feira, 22, uma cúpula paralela à Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York nesta semana. O evento virtual terá como tema o combate à pandemia. Segundo porta-voz da presidência americana, Jen Psaki, a intenção é “alinhar uma visão comum para derrotar a covid-19.

Biden quer posicionar o seu país como líder global dos esforços de vacinação no mundo. O presidente compara esses esforços ao papel desempenhado pelos EUA na Segunda Guerra Mundial. Porém, ele não detalhou quem participará da cúpula nem que tipo de ação será debatida.

Na terça-feira, 21, Biden fez seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU. Ele focou sua fala na busca por diplomacia, parcerias globais e o combate "conjunto" às crises que virão. Tentou também limpar a imagem americana após a criticada saída do Afeganistão, afirmando que esta é uma fase de encerramento das guerras eternas e de busca de soluções por meio do diálogo internacional. "Estamos de volta à mesa", disse.

"Estou aqui para dizer a vocês o que os EUA pretendem fazer [...], e meu comprometimento de liderar o mundo na direção de um futuro mais pacífico e próspero para todas as pessoas", disse.

Biden afirmou que este era o primeiro discurso de um presidente americano na ONU em muito tempo sem que o país estivesse em guerra. "O poder militar deve ser nosso último recurso, e não deve ser usado a cada problema que virmos ao redor do mundo."

Em um aguardado anúncio, Biden também afirmou hoje que os EUA vão mobilizar 100 bilhões de dólares em recursos, incluindo com a iniciativa privada, para apoiar o combate à mudança climática em países em desenvolvimento.

"Sem Guerra Fria"

Na disputa com a China, que foi indiretamente citada em várias partes do discurso, Biden também voltou a dizer que os EUA não estão em busca de "uma nova Guerra Fria". "Vou dizer isso de novo, não estamos buscando uma nova Guerra Fria ou um mundo dividido em blocos", disse. 

Em vários momentos, no entanto, o presidente disse que os EUA defenderão "a democracia" e a liberdade dos cidadãos, tentando estabelecer uma polarização com o modelo chinês. "O governo pelas e para as pessoas ainda é a melhor forma de entregar para nossos cidadãos", disse Biden.

Nesta frente, o presidente americano também citou Xinjiang, onde o governo em Pequim comete violações de direitos humanos contra a minoria uigur, e criticou nominalmente governos de países como Cuba e Venezuela.

No cenário de segurança internacional, um dos destaques da fala de Biden foi ainda a afirmação de que o governo americano vai apoiar uma solução de dois Estados no conflito entre Israel e Palestina. 

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com


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