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BHP: maior mineradora do mundo enfrenta embate sobre plano climático

PUBLICADO EM: 14.10.21 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 13.10.21 | 19H35
Acionistas irão decidir, em assembleia, se o plano de redução de emissões da companhia é suficiente
Um trem de carga transportando minério de ferro viaja para Port Hedland, Austrália, na terça-feira, 19 de março de 2019. A dois dias de carro da cidade grande mais próxima, Perth, Port Hedland é o nexo da indústria de minério de ferro da Austrália, o terminal de uma das ferrovias privadas mais longas da Austrália que transporta minério cerca de 400 quilômetros (250 milhas) das minas do BHP Group e Fortescue Metals Group Ltd. A linha operou um trem de teste recorde pesando quase 100.000 toneladas que era mais de 7 quilômetros em 2001, e mesmo trens normais transportam até 250 vagões de minério.

(Bloomberg)

Imagem da Editoria Exame Invest
Da redação, com agências



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A BHP, maior mineradora do mundo, enfrenta uma votação decisiva nesta quinta-feira, 14. Os acionistas se reúnem em assembleia para debater se apoiam ou não o plano climático da companhia. A dúvida é se as metas de redução de emissões estabelecidas são ambiciosas o suficiente.

Segundo o jornal Financial Times, ao menos três dos 30 maiores acionistas afirmam que têm dúvidas sobre a proposta. A previsão é que a votação seja apertada. Apesar do resultado não obrigar a administração a abandonar o plano, sua rejeição enviará uma mensagem clara aos executivos: é preciso fazer mais.

Alguns consultores importantes já recomendaram aos clientes que votem contra o plano. É o caso da Glass Lewis, que considerou limitada a estratégia para reduzir as emissões de escopo 3, que engloba as atividades de fornecedores.

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Mudanças em curso

A mineradora passa por um momento intenso de reestruturação. Em agosto, a empresa reportou seu maior lucro anual em quase uma década e um dividendo recorde na esteira do aumento dos preços do minério de ferro, além de ter anunciado a saída da seus negócios de petróleo, avaliados em 13 bilhões de dólares, como parte de uma reformulação de portfólio.

O grupo planeja vender seus ativos petrolíferos para a Woodside Petroleum, criando uma nova e maior empresa de petróleo para navegar melhor pela transição energética e dar aos acionistas mais chances de escolher a forma como a companhia administra sua exposição aos combustíveis fósseis, disse o presidente-executivo da empresa, Mike Henry.

O acordo dará aos acionistas da BHP uma participação de 48% na nova companhia.

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Da redação, com agências


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