ESG

Carne vegetal será responsável por 10% do mercado em 5 anos, dizem produtores

PUBLICADO EM: 3.3.21 | 14H19
ATUALIZAÇÃO: 3.3.21 | 14H24
Mais da metade dos pecuaristas americanos veem o crescimento da carne vegetal como um reflexo das mudanças nas preferências do consumidor; hoje ela representa apenas 1,5% das vendas de carne no país
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Beyond Meat: marca de carne vegetal será uma das beneficiadas pelo "boom" nas vendas do setor

Imagem da Editoria Exame Invest
Maria Clara Dias

Repórter da Exame



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Os fazendeiros americanos que ganham sustento produzindo carne no país veem as imitações de origem vegetal ganhando participação no mercado rapidamente, de acordo com um novo relatório.

Mais da metade dos produtores americanos que participaram de uma pesquisa da Purdue-CME Group esperam que as carnes vegetais respondam por cerca de um décimo do mercado total de proteínas em cinco anos. A carne sintética atualmente representa apenas 1,5% do total das vendas de carne em supermercados.

A opinião é uma espécie de reconhecimento de que a agricultura americana convencional tem ficado para trás diante da mudança de gosto do consumidor. De fato, os produtores esperam ter prejuízos se a carne vegetal obtiver saltos significativos na participação de mercado.

“A maioria dos produtores acha que o impacto na renda agrícola decorrente da proteína alternativa capturando uma participação de 25% do mercado total de proteína será negativo”, disse a pesquisa.

 

As preocupações com a proteína à base de plantas também surgem à medida que os agricultores esperam regulamentações ambientais mais rigorosas e impostos potencialmente mais altos sob a administração do presidente Joe Biden.

A ascensão da carne alternativa beneficia empresas como Beyond Meat Inc. e a Impossible Foods Inc., cujas salsichas e hambúrgueres derivados de plantas imitam a carne animal. No entanto, o consumo ainda não afetou de maneira relevante as vendas de carnes vermelhas e aves. As carnes artificiais representam cerca de 1,5% do total das vendas de carnes no varejo no ano encerrado em 2 de janeiro, ante 1,2% no ano anterior, de acordo com a NielsenIQ.

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