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Sob pressão de investidores, Chevron e Exxon divulgam resultados

PUBLICADO EM: 30.7.21 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 29.7.21 | 20H49
Acionistas exigem que as petroleiras reduzam a pegada de carbono, investindo menos em petróleo e mais em energia limpa. A italiana ENI também divulga seus números
Equipamentos de extração de petróleo em campos terrestres

Campos de petróleo no Texas: investidores querem que petroleiras americanas invistam mais em energias limpas (REUTERS)

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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As petroleiras Chevron, Exxon e ENI divulgam, nesta sexta-feira, 30, seus resultados para o segundo trimestre. No caso das duas primeiras, ambas americanas, a expectativa é de ganhos puxados pela alta no preço do petróleo e por medidas de redução de custos. Um balanço positivo, no entanto, não deve ser suficiente para aplacar a desconfiança de boa parte dos investidores, que pedem uma virada no modelo de negócios das companhias.

O cenário para as americanas é bem diferente do enfrentado pela ENI. A petroleira italiana vem investindo pesado em energias renováveis, na busca por se afastar do setor de combustíveis fósseis. Na quinta-feira, 29, ela anunciou a aquisição de nove projetos de energia renovável na Espanha, adicionando mais 1,2 gigawatts de potência limpa instalada ao seu portfólio.

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Acionistas querem o fim do petróleo

A Exxon é um caso emblemático dessa pressão sofrida por petroleiras ainda apostando firme no combustível fóssil – condição que acomete com mais ênfase as americanas. Após sofrer perdas severas no ano passado em função da pandemia, a companhia reportou lucro no primeiro trimestre deste ano. Mas uma disputa de acionistas joga dúvidas sobre a estratégia futura.

Liderados pelo fundo Engine Nº 1, os acionistas promoveram a destituição de três conselheiros, que foram substituídos por pessoas mais favoráveis à mudança de estratégia em direção à economia de baixo carbono. O Engine Nº 1 afirma que as resoluções climáticas da empresa e de corte de carbono são lentas e ineficazes, e que contribuíram para o prejuízo na de 20 bilhões de dólares registrado no último ano.

Fundos de energia limpa superam os de petróleo por um fator de 25

O cerco às petroleiras abrange, também, o setor de private capital. Fundos que investem exclusivamente em energia renovável levantaram 52 bilhões de dólares no ano passado, de acordo com a agência de notícias Bloomberg.

Por outro lado, há, neste momento, pouco dinheiro para o setor fóssil. Ainda de acordo com a Bloomberg, o capital levantado neste ano para fundos de energia limpa já ultrapassa a captação para ativos de combustíveis fósseis por um fator de cerca de 25. O fim do petróleo pode estar mais próximo do que se pensa.

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