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ESG

De fone de ouvido a geladeira: Magalu vai reciclar lixo eletrônico

PUBLICADO EM: 7.6.21 | 19H00
ATUALIZAÇÃO: 7.6.21 | 20H10
Ao todo, 500 lojas físicas da rede terão pontos de coleta. Ação é parceria com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletrônicos e Eletrodomésticos
Magazine Luiza

Empresa vai incluir pontos de coleta de eletrônicos em lojas (Leandro Fonseca)

Imagem da Editoria Exame Invest
Karina Souza

Repórter da Exame



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O Magazine Luiza vai começar um programa de reciclagem de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Ao todo, 500 lojas da rede devem ter pontos de coleta até o fim do ano. Nesses pontos de coleta, será possível descartar itens eletrônicos de todos os tamanhos, como fones de ouvido, secadores de cabelo e aparelhos de TV. Atualmente, a rede tem mais de 1.300 lojas espalhadas pelo país.

A ação é fruto de uma parceria com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE), que será responsável pela coleta e pelo destino do material a dez empresas já cadastradas.

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O descarte será feito da seguinte forma: nas estações de coleta, menores e projetadas para autonomia do consumidor, será possível descartar itens pequenos. Já para os maiores -- como geladeiras, por exemplo -- será necessário contatar um vendedor no local, que ficará responsável por encaminhar o equipamento à associação.

Modelo de ponto de descarte a ser incluído nas lojas (Magalu/Divulgação)

Inicialmente, os coletores serão instalados na Grande São Paulo, em 33 lojas. Em seguida, estão Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná -- totalizando as 500 lojas até o fim de 2021.

“A gestão dos resíduos é um tema crucial para o Magalu", diz Ana Luiza Herzog, gerente corporativa de Reputação e Sustentabilidade da empresa, em comunicado. "Vamos aproveitar a capilaridade das nossas mais de 1 300 lojas físicas espalhadas pelo país e a força da nossa marca para impulsionar a conscientização para esse tema.”

A ação faz sentido em um dos países que mais produz lixo eletrônico no mundo. Segundo informações do relatório The Global E-waste Monitor 2020 da ONU, o Brasil é o líder na América Latina em produção desse tipo de resíduo, com 1,5 toneladas e apenas 3% de reciclagem desse montante.

Recentemente, outras varejistas também têm anunciado programas focados em economia de recursos naturais. A Natura e a The Body Shop já anunciaram que vão dar um produto novo a cada cinco embalagens descartadas e a Renner apostou na produção de um jeans sustentável, que tem chamado a atenção de investidores.  No Magalu, essa não é a primeira ação da empresa focada em sustentabilidade. No último ano, o Magalu anunciou a instalação de painéis solares para operar 214 lojas da rede. Na data do anúncio, a empresa divulgou que investiu mais de R$ 18 milhões nas usinas que devem fornecer energia para o novo contrato.

Os movimentos vão em linha com a demanda de investidores por empresas que promovem ações voltadas ao ESG, especialmente no cenário pós-pandemia. Segundo a Bloomberg, fundos globais que investem ou adotam estratégias relacionadas à energia limpa, mudança climáticas e ESG aumentaram seus ativos sob gestão em cerca de 32% na comparação anual, para um novo recorde, de 1,82 trilhão de dólares em 2020. Diante de tanto potencial, empresas tentam se adaptar às novas prioridades.

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