ESG

ESG: o que querem as empresas do agro e alimentos na recuperação verde

PUBLICADO EM: 14.5.21 | 8H00
ATUALIZAÇÃO: 13.5.21 | 18H05
Pesquisa mostra quais serão as prioridades das empresas dos setores de alimentação, bebidas e agronegócio no que diz respeito à conservação ambiental nos próximos anos

Recuperação verde: pesquisa mostra as prioridades sustentáveis de empresas do agro, alimentos e bebidas

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Maria Clara Dias

Repórter da Exame



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A preocupação ambiental em empresas do setor de agro, alimentos e bebidas já é uma realidade incontestável. Na lista das prioridades, a agenda das companhias que pertencem a esses setores está tomada pela preocupação com a conservação de recursos naturais e o cuidado com espécies nativas. As afirmações são de um estudo da ONG global de preservação à natureza The Nature Conservancy (TNC), feito em parceria com a Edelman Data, divulgado com exclusividade à EXAME.

O estudo “Investindo na Recuperação do Verde”, traz um um ranking completo das prioridades elencadas pelas empresas, funcionários e consumidores de todo o mundo. Foram ouvidos mais de 4 mil respondentes em oito diferentes países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, China e Brasil ao longo do mês de setembro de 2020.

De acordo com a pesquisa, entre as prioridades na agenda de sustentabilidade brasileira, a otimização do uso de recursos naturais ocupa o primeiro lugar. Essa é a prioridade entre os três públicos ouvidos, sendo a resposta de 81% das empresas, 73% dos funcionários e 84% dos consumidores. Em segundo lugar, no caso das empresas, está oferecer produtos sustentáveis de maneira mais simples aos consumidores, enquanto para os funcionários e consumidores o ponto de atenção secundário é a preservação de espécies nativas.

Para o setor de alimentos, atingir esses objetivos é uma tarefa ainda mais difícil, tendo em vista a complexidade da análise da cadeia produtiva como um todo, diz Giovana Baggio, Gerente da Estratégia de Agricultura Sustentável na The Nature Conservancy (TNC). "É preciso entender onde estão as falhas do sistema que precisam de melhorias,fazer a lição de casa com um raio-x de tudo que acontece, todo material que é usado e entender como é possível minimizar a geração de resíduos, o consumo de água e fomentar a produção agrícola, desde a origem, de maneira sustentável e que de maneira resiliente ao clima”.

Para Baggio, um dos caminhos é repensar a produção desde o início, com embalagens reutilizáveis, e fomentando maneiras de o consumidor ter experiências de compra mais agradáveis, além da adoção de práticas mais transparentes e rastreio da cadeia, tornando-as também visíveis aos consumidores. “O consumidor quer ter a certeza de que está comprando uma coisa correta”, diz. “Algumas empresas se auto declaram sustentáveis, e o consumidor precisa entender se há de fato um sistema de certificação confiável”.

Investimentos crescentes

Para compreender o esforço financeiro destinado à chamada “recuperação verde”, a pesquisa também analisou o volume de investimentos que as companhias planejam injetar nesta agenda. Para a maioria das empresas (39%), a destinação será de 6% a 15% da receita. Como justificativa, as empresas disseram reconhecer a necessidade de mitigar o impacto de suas cadeias produtivas no planeta. Além disso, 51% das empresas relacionaram o aumento no faturamento com a possibilidade de ampliar os recursos ambientais, reforçando o argumento de que o modelo sustentável é também o mais rentável para os negócios.

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