ESG

Especialista defende ‘Banco Mundial’ para ativos naturais

PUBLICADO EM: 8.6.21 | 21H30
O estudo de Dasgupta, encomendado pelo governo do Reino Unido em fevereiro, pediu uma revisão urgente das métricas econômicas para levar em conta o preço de danificar os ecossistemas
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“Precisamos desesperadamente de algo para gerenciar os bens comuns globais”, disse Dasgupta

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O autor de um estudo de referência sobre a economia da biodiversidade pede que governos transformem palavras em ações e criem uma instituição global para administrar os recursos naturais do planeta.

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Partha Dasgupta, cujo estudo recebeu apoio dos ministros das Finanças do Grupo dos Sete na semana passada, defende um órgão semelhante ao Banco Mundial ou Fundo Monetário Internacional para proteger os recursos compartilhados, como os oceanos e a atmosfera. Tal instituição precisaria de poderes para cobrar aqueles que atualmente usam esses ativos comuns gratuitamente, disse em entrevista.

“Precisamos desesperadamente de algo para gerenciar os bens comuns globais”, disse Dasgupta antes da reunião anual na terça-feira da Global Ethical Finance Initiative, que visa impulsionar mudanças positivas no setor financeiro. “Devíamos estar pagando pelo direito de enviar navios enormes com cargas através do Pacífico ou do Atlântico.”

O estudo de Dasgupta, encomendado pelo governo do Reino Unido em fevereiro, pediu uma revisão urgente das métricas econômicas para levar em conta o preço de danificar os ecossistemas. O estudo ajudou a catalisar o interesse de investidores e formuladores de políticas para proteger ativamente a natureza. Uma coalizão de instituições que administram mais de US$ 11 trilhões prometeram proteger e restaurar a biodiversidade por meio de financiamentos e investimentos.

O economista da Universidade de Cambridge espera ver conversas sérias sobre a criação de tal instituição internacional em várias cúpulas das Nações Unidas no final deste ano, embora duvide que isso aconteça. O tópico da biodiversidade será foco de uma conferência da ONU na China em outubro e, em seguida, tema na próxima grande conferência sobre mudança climática na Escócia em novembro.

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