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ESG

FMI pede a países mais poluentes para fixar preço mínimo de carbono

PUBLICADO EM: 18.6.21 | 14H49
ATUALIZAÇÃO: 18.6.21 | 16H21
Segundo o FMI, o preço fixo pode variar dependendo do grau de desenvolvimento do país: 75 dólares no mínimo para os países ricos; 50 dólares para economias em desenvolvimento de alta renda e 25 dólares para os de baixa renda
Emissões: a cada ano, as atividades humanas produzem mais CO2 do que os processos naturais conseguem absorver.

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um relatório nesta sexta-feira,18, pedindo aos maiores poluidores do mundo para adotar um preço mínimo internacional de carbono, uma medida que oferece uma "perspectiva realista" de combate às mudanças climáticas.

A entidade disse que hoje existe um grande consenso de que o preço do carbono é a ferramenta política mais importante para conseguir reduções drásticas nas emissões de forma a limitar o aquecimento global a 2 °C até 2050.

Mas, até agora, quatro quintos das emissões permanecem não cotizadas, e o preço médio global do carbono é de apenas 3 dólares por tonelada, bem abaixo do nível necessário para incentivar a eficiência energética e redirecionar a inovação para tecnologias verdes.

O relatório do FMI avaliou diferentes cenários e deu como exemplo um acordo entre seis participantes: Canadá, China, União Europeia, Índia, Reino Unido e Estados Unidos.

O preço fixo pode variar dependendo do grau de desenvolvimento do país: 75 dólares no mínimo para os países ricos; 50 dólares para economias em desenvolvimento de alta renda; e 25 dólares para os de baixa renda.

Esse plano permitiria atingir uma redução de 23% nas emissões até 2030. O relatório sugeriu que o plano poderia ser lançado pelo G20 antes de se expandir para outros mercados. Colocar um preço na tonelada de carbono liberada na atmosfera é uma forma de taxar as energias mais poluentes e, assim, incentivar consumidores e empresas a usar energia limpa.

O objetivo inicial seria cumprir a meta do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas de redução das emissões em um quarto a meio até o final desta década.

"A ação simultânea entre os principais emissores para aumentar o preço do carbono geraria uma ação coletiva contra as mudanças climáticas, ao mesmo tempo que abordaria de forma decisiva as preocupações com a competitividade", explica Victor Gaspar, diretor do departamento de assuntos tributários do FMI, e Ian Parry, coautor do relatório.

"Não há tempo a perder em colocar tal acordo em prática. Vamos mirar em 2030. Vamos ter certeza de não olhar para 2021 e lamentar a oportunidade perdida de uma ação eficaz", acrescentaram.

O esquema parece uma versão ampliada de uma lei canadense que exige que as províncias e territórios implementem um preço mínimo de carbono, aumentando progressivamente de C$ 10 por tonelada em 2018 para C$ 50 em 2022, além de C$ 170 em 2030.

As jurisdições atendem a esses objetivos por meio de impostos ou esquemas de comércio de direitos de emissão.

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