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Frigoríficos abraçam onda ESG em busca de investidor

PUBLICADO EM: 5.1.21 | 9H23
ATUALIZAÇÃO: 5.1.21 | 10H54
Para demonstrar esforços, Minerva e Marfrig entram em índice de transparência sobre emissão de carbono; JBS e BRF já integravam ICO2
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Frigoríficos se esforçam para buscar práticas de sustentabilidade e assim ampliar a atratividade para o investidor (Getty Images/iStockphoto)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Criticados por investidores internacionais pela falta de compromisso com a agenda ambiental, os maiores frigoríficos do país vêm tentando virar esse jogo, adotando práticas de sustentabilidade e de apoio ao meio ambiente. Em mais um desses esforços, a Minerva (BEEF3) e a Marfrig (MRFG3) entraram, nesta semana, no Índice de Carbono Eficiente (ICO2), composto por ações de empresas transparentes sobre a emissão de carbono. JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3) já integravam o ICO2.

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De acordo com os dados da B3, responsável pelo índice, a Minerva é o frigorífico com os menores níveis de emissão de carbono nominal e proporcional à receita. Com 210.189 toneladas de CO2 equivalente, a empresa emite 11,5 toneladas por milhão de reais de receita. 

Por outro lado, a JBS amarga os piores indicadores de emissão de carbono do setor, tanto nominalmente quanto proporcionalmente. Ainda segundo a B3, a companhia das marcas Seara e Friboi emitiu 6.517.388 toneladas de CO2 equivalente. Em termos totais, a empresa só aparece atrás da Gerdau, Braskem e Petrobras. Por milhão de reais a emissão é de 30 toneladas de CO2 equivalente.

O histórico ambiental da JBS, inclusive, fez com que a gestora norueguesa Nordea Asset Management desfizesse sua posição na companhia no ano passado. Na época, a Nordea informou ao The Guardian que a decisão levava em consideração a ligação da empresa com fazendas envolvidas com desmatamento na Amazônia e a resposta da empresa à pandemia. 

Desde então, a JBS intensificou os esforços nessas duas frentes. Para ajudar no combate à covid-19, a empresa passou a ter papel atuante no apoio ao teste de detecção do vírus desenvolvido pela Universidade de São Paulo, com a doação de 50 milhões de reais. Mas foi na tentativa de salvar a Amazônia sua principal cartada, com o lançamento do Fundo JBS Pela Amazônia, para o qual deve doar 500 milhões de reais ao longo da década. 

Com recomendação de compra para as ações da JBS, analistas do BTG Pactual consideraram positiva o programa em prol da Amazônia, com potencial de reduzir os riscos de investimento na empresa. 

“O primeiro pilar do plano é garantir a sustentabilidade de sua cadeia de valor, que atende aquele que é indiscutivelmente o principal desafio ambiental da indústria de carne bovina brasileira: monitorar fornecedores indiretos. Elogiamos os novos planos e compromissos da JBS na área de ESG”, afirmam em relatório. 

Recentemente, a companhia também teve sua nota sobre os impactos na mudança climática revisada de B para A - pelo CDP, que mede os níveis de sustentabilidade de empresas globais. Além da JBS, a Marfrig aparece com a mesma nota nesse quesito, enquanto BRF e Minerva têm notas C.

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Guilherme Guilherme

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