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Mais uma vítima da covid: participação da mão de obra feminina caiu na AL

PUBLICADO EM: 30.4.21 | 9H35
ATUALIZAÇÃO: 30.4.21 | 14H04
A pandemia retrocedeu em pelo menos uma década os avanços feitos para aumentar a participação das mulheres na força de trabalho na América Latina e no Caribe
Rio de Janeiro - Mulheres fazem caminhada em solidariedade às manifestações feministas na América Latina, que tem países com alta taxa de feminicídio, segundo a ONU (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A pandemia retrocedeu em pelo menos uma década os avanços feitos para aumentar a participação das mulheres na força de trabalho na América Latina e no Caribe (Fernando Frazão/Agência Brasil)

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A pandemia retrocedeu em pelo menos uma década os avanços feitos para aumentar a participação das mulheres na força de trabalho na América Latina e no Caribe.

Se não fosse o surto, as mulheres da região poderiam atingir uma taxa de participação na força de trabalho de 69%, igual à dos EUA, em 2055, de acordo com um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento publicado quinta-feira. Por causa do danos causados aos mercados de trabalho na região pelo coronavírus, atingir esse nível agora levará uma década a mais.

Mais de 31 milhões de empregos foram perdidos em toda a região até julho de 2020, a maioria deles por mulheres, de acordo com o BID. As mulheres com menos de 25 anos - com menos educação formal limitando suas oportunidades à economia informal - foram as mais atingidas.

O revés está ocorrendo em uma região que, até a pandemia de Covid-19, tinha a maior taxa de crescimento de mulheres na força de trabalho do mundo. A participação da mão de obra feminina na América Latina e no Caribe atingiu 58% em 2019, ante 52% em 2000, um ritmo sem precedentes, segundo o BID.

As diferenças dentro da região permanecem grandes, disse o BID. Alguns dos países latino-americanos mais avançados têm taxas de participação feminina na mão-de-obra próximas a 75%, enquanto os que estão na base estão perto de 40%.

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