ESG

Mercado de motos elétricas agora tem opções para todos os bolsos

PUBLICADO EM: 25.3.21 | 9H25
ATUALIZAÇÃO: 13.4.21 | 17H29
Depois de quase duas décadas de carros elétricos, há um boom de motocicletas elétricas de todos os formatos e tamanhos
HARLEY DAVIDSON: a empresa anunciou nesta semana que vai tirar parte da sua produção dos EUA, após o aumento de tarifas imposto por Trump

Moto da americana Harley-Davidson: Depois de quase duas décadas de carros elétricos, há um boom de motocicletas elétricas de todos os formatos e tamanhos

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Leo Branco

Repórter da Exame



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A Volcon Grunt não é uma motocicleta típica. Tem grandes pneus de borracha e um único farol LED tipo ciclope. Não é uma cruiser ou para corridas de rua. Na verdade, não teria permissão nem para circular em áreas urbanas.

Mas com velocidade máxima de 96 km/h e um motor elétrico que, segundo o fabricante, pode percorrer 160 quilômetros com uma carga, o que essa moto pode fazer é levar você para explorar a natureza e voltar, quase silenciosamente.

O mercado-alvo para a Grunt, com preço de US$ 5.995, são caçadores, amantes de caminhadas, pescadores, observadores de pássaros e outros aventureiros. “Esta é uma motocicleta não projetada para motociclistas”, diz Andrew Leisner, diretor-presidente da Volcon, com sede em Austin, Texas.

O mesmo, ao que parece, pode ser dito de muitas de suas concorrentes. Depois de quase duas décadas de carros elétricos, há um boom de motocicletas elétricas de todos os formatos e tamanhos. Existem motos para circular pelo bairro, pelo campo e até mesmo algumas esportivas que custam mais de US$ 100.000.

Algumas, como a Harley-Davidson Livewire, foram muito promovidas e testadas por um grande número de jornalistas com carteira de motociclista. Outras, como a Zero SR/S, são opções confiáveis nos círculos de veículos elétricos, mas ainda desconhecidas pela grande população de motociclistas. Outras, como a Tarform Luna, ainda não estrearam, embora o modelo deva ser lançado este ano.

Cada uma, claro, promete alternativas elegantes e livres de emissões no lugar da combustão interna. O segmento de motocicletas elétricas tem sido limitado pelo alto custo inicial das baterias, mas está ganhando espaço.

Em 2019, o mercado global de motocicletas e patinetes elétricas atingiu US$ 30 bilhões, de acordo com a empresa de pesquisas Global Market Insights. A previsão é de crescimento de 4% ao ano no futuro previsível e chegará a US$ 40 bilhões até 2026, segundo a GMI. O mercado de motocicletas convencionais, por sua vez, estagnou.

O potencial de crescimento das motocicletas elétricas é explicado pelo preço de entrada mais baixo para novos motociclistas e amadores de fim de semana. Também podem chegar a grupos periféricos de motociclistas que a maioria dos modelos tradicionais não consegue atingir, diz Leisner, da Volcon, como pessoas que gostam de dirigir em lugares remotos e intocados, hostis aos motores barulhentos e à poluição veicular.

“Acreditamos que o entusiasmo por atividades ao ar livre em acampamentos e pesca em geral e na vida selvagem está crescendo, mesmo depois da pandemia”, disse Leisner. “Estamos em um ótimo espaço.”

Melhor ainda, as novas ofertas elétricas, como as da Zero Motorcycles, da Califórnia, agora podem competir com sucesso com motocicletas convencionais no que diz respeito à qualidade da fabricação e desempenho.

Não demorará muito para que haja uma competição acirrada com as versões a gasolina, de acordo com o responsável pela unidade de motocicletas da BMW. “A mobilidade elétrica será importante para motocicletas em áreas urbanas dentro de cinco anos”, disse o CEO da BMW Motorrad, Markus Schramm, em entrevista ao Cycle World.

Embora admita que o próprio conceito da BMW - que prometia um motor elétrico cilíndrico futurístico localizado sob a bateria e a energia enviada para a roda traseira por meio do eixo universal - não se tornará realidade.

 

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