ESG

Países da Ásia desperdiçam US$ 6 bilhões por ano ao não reciclar plásticos

PUBLICADO EM: 23.3.21 | 18H29
ATUALIZAÇÃO: 13.4.21 | 18H05
Sem economia circular, Tailândia, Filipinas e Malásia desperdiçam até 75% dos plásticos recicláveis
Canudos plásticos

Países do Sudeste Asiático perdem até US$ 6 bilhões ao não reciclarem plásticos (Getty Images/EyeEm)

Imagem da Editoria Exame Invest
Maria Clara Dias

Repórter da Exame



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Países do Sudeste Asiático chegam a perder até 6 bilhões de dólares por ano com plásticos que são descartados em vez de reciclados. A conclusão é de um novo estudo do Banco Mundial.

Mais de 75% dos plásticos recicláveis na Malásia, Tailândia e Filipinas são desperdiçados, o que representa uma “oportunidade de negócio significativa e inexplorada” na economia circular, de acordo com o relatório divulgado nesta terça-feira.

A Tailândia, que tem o maior setor petroquímico do Sudeste Asiático, recicla menos de 18% dos resíduos plásticos, a menor parcela da região. O país tem mostrado maior interesse no tema e aumentou investimentos em instalações de reciclagem, mas poucas estão ligadas às empresas que produzem resina, segundo o estudo.

 

Na Malásia e nas Filipinas, as principais marcas de bens de consumo e fabricantes de embalagens estão optando por aumentar o conteúdo reciclado em seus produtos. No entanto, a maioria dos fornecedores de recicláveis é composta de empreendimentos de pequeno e médio porte que carecem de escala, sistemas de gestão e tecnologias para atender à demanda.

“Esses estudos mostram que existe uma oportunidade inexplorada para colher benefícios ambientais e econômicos com intervenções complementares e claras dos setores público e privado”, disse Ndiamé Diop, diretor do Banco Mundial para Brunei, Malásia, Filipinas e Tailândia.

Definir metas de conteúdo reciclado, exigir padrões de design para reciclagem e requisitos de coleta de resíduos por setor pode destravar valor adicional para o Sudeste Asiático, afirmou a instituição. Os governos também devem considerar aumentar a eficiência da triagem, restringir o descarte de resíduos plásticos em aterros sanitários e eliminar gradualmente o uso de itens de plástico não essenciais.

Construir o modelo de negócios para a reciclagem de plástico ajuda a desviar resíduos dos aterros, reduzindo o risco de contaminação da água, acrescentou o Banco Mundial.

Até 13 milhões de toneladas de resíduos plásticos acabam no oceano todo ano, sendo que a Ásia é responsável por mais de 80% dessa quantidade. Filipinas e Tailândia ocupam, respectivamente, o terceiro e sexto lugares no ranking de maiores geradores de poluição plástica no mundo, segundo dados da instituição.

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