ESG

Plano de Biden acelera corrida por lucro em mercado de carbono

PUBLICADO EM: 20.4.21 | 16H31
A fabricante de manteiga Land O’Lakes e as agritechs Indigo e Nori se propuseram a vender créditos de carbono, produzidos quando agricultores adotam práticas que reduzem as emissões
Presidente dos EUA, Joe Biden

(REUTERS)

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O projeto verde do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem estimulado uma corrida do ouro no setor agrícola, com empresas em busca de lucro no promissor mercado de compensação de poluição.

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A fabricante de manteiga Land O’Lakes e as agritechs Indigo e Nori se propuseram a vender créditos de carbono, produzidos quando agricultores adotam práticas que reduzem as emissões. E outras querem explorar esse segmento: a ONG Ecosystem Services Market Consortium - apoiada pela Cargill, General Mills e McDonald’s - planeja o lançamento de um mercado nacional de carbono até 2022.

Com vacas que arrotam metano, fertilizantes que emitem gases e tratores que queimam diesel, a agricultura é geralmente vista como parte do problema climático. O setor responde por 10% da produção de gases de efeito estufa nos Estados Unidos.

Mas o solo pode ser capaz de sequestrar o mesmo volume de emissões de combustíveis fósseis emitidas pelo setor de transporte globalmente ou quase tanto quanto o dióxido de carbono liberado pela indústria de eletricidade no mundo todo. É um potencial que as empresas agrícolas, grandes e pequenas, desejam explorar. Compradores até agora incluem Microsoft, North Face e outros ansiosos para compensar emissões.

“É um pouco a corrida do ouro, com muitos novos concorrentes chegando”, disse Chris Harbourt, responsável global por carbono da Indigo, que será uma das poucas empresas a ter créditos verificados por registros formais de carbono. “Mas eles têm compradores realmente como apoio?”

O governo Biden pensa em entrar no jogo. O presidente dos EUA prometeu fazer da mudança climática uma prioridade e reduzir as emissões a zero até 2050. Ele ordenou que todas as agências apresentem uma abordagem para atingir a meta.

O secretário de agricultura dos EUA, Tom Vilsack, promove as possíveis “vitórias antecipadas” de um setor que, segundo ele, pode se transformar mais rapidamente do que outros grandes poluidores, como usinas de energia, transporte e construção. O setor gerou apenas 2,5 milhões de créditos de 2013 a junho de 2020, uma pequena fração de seu potencial, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA.

A agricultura dos EUA em 2019 foi responsável por 629 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono equivalente, um aumento de 8 milhões de toneladas em relação ao ano anterior, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA. Um crédito de carbono representa a redução de 1 tonelada em dióxido de carbono ou a quantidade equivalente em um gás de efeito estufa diferente.

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