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ESG

Private equity migra de combustíveis fósseis para ativos verdes

PUBLICADO EM: 7.7.21 | 10H17
Fundos de private equity que investem exclusivamente em ativos de energia renovável levantaram cerca de US$ 52 bilhões no ano passado, um recorde, de acordo com o Preqin, um provedor de dados
Emissão de CO2; poluição; meio ambiente

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O setor de private equity há muito tempo financia negócios em combustíveis fósseis. Mas agora tem lançado fundos de ativos verdes em ritmo recorde na tentativa de atrair o dinheiro institucional que flui para investimentos que protegem o meio ambiente.

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As empresas de private equity de hoje - incluindo a Blackstone, maior gestora de ativos alternativos do mundo - têm injetado capital em setores de rápido crescimento, como energia solar, captura de carbono e armazenamento em baterias. Parte do atrativo decorre da rápida adoção da energia eólica e solar em meio à maior demanda da população por responsabilidade climática. A mudança na estratégia de investimentos chega depois de anos de desafios para o mercado de energias renováveis.

Especialmente nos últimos 18 meses, fatores ambientais, sociais e de governança, ou ESG na sigla em inglês, também ganharam mais peso para investidores da América do Norte, disse Kelly DePonte, diretora-gerente da Probitas Partners, que ajuda a captar recursos para fundos de private equity. Como os rivais europeus, começam a priorizar os chamados fatores ESG seriamente. E para onde vai o dinheiro, também vai o private equity.

Investidores de private equity, como fundos de pensão, “estão deixando de investir em petróleo e gás, independentemente dos retornos, em busca de suas metas de neutralidade em carbono”, disse DePonte.

Fundos de private equity que investem exclusivamente em ativos de energia renovável levantaram cerca de US$ 52 bilhões no ano passado, um recorde, de acordo com o Preqin, um provedor de dados. Além disso, o capital levantado neste ano para esses fundos já ultrapassa a captação para ativos de combustíveis fósseis por um fator de cerca de 25.

“O movimento em direção ao investimento focado em ESG começa a reduzir a oferta de capital para o setor de energia convencional”, disse Dave Lowery, chefe de insights de pesquisa do Preqin. Fundos de energia renovável levantaram US$ 258 bilhões na década até 2020, representando cerca de 30% do setor de energia em geral, disse. Mas a proporção de fundos alocados em energia renovável aumentou significativamente desde 2016 e está em cerca de 80% no acumulado de 2021, segundo dados dp Preqin.

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