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Rastreamento do gado brasileiro será debatido na semana do clima de NY

PUBLICADO EM: 23.9.20 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 23.9.20 | 5H44
Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura divulga estudo para aplacar as críticas internacionais à cadeia produtiva da pecuária no Brasil
Gado pastando em um campo fumegante que foi atingido por um incêndio que queima uma área da floresta amazônica ao ser derrubada por fazendeiros, em Rio Pardo, Rondônia, Brasil, 16 de setembro de 2019. REUTERS / Ricardo Moraes / Foto de arquivo

Gado pastando em meio a incêndio em floresta na Amazônia: cadeia produtiva da pecuária no Brasil quer mostrar ao mundo o que está fazendo para preservar o meio ambiente (REUTERS)

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura lança nesta quarta-feira, 23, em webinar durante a Semana do Clima de Nova York, um estudo sobre a rastreabilidade da carne brasileira. A iniciativa faz parte do plano Amazônia Possível, idealizado pela coalizão, que tem o objetivo de encontrar maneiras sustentáveis de desenvolver a região amazônica.

Mais de 200 organizações e empresas fazem parte da Coalizão Brasil, entre elas JBS, Klabin, Marfrig, Natura e Unilever, e ONGs como WWF Brasil, TNC, Imazon e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). O webinar de lançamento do estudo contará com as presenças de Christopher Wells, diretor de risco socioambiental do Santander, e Márcio Nappo, diretor de sustentabilidade da JBS.

A abertura de pastos para pecuária é apontada como a atividade que mais contribui para o desmatamento da floresta. Cerca de 40% do gado brasileiro está na Amazônia Legal, região que inclui os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

Há uma semana, a Coalizão também enviou uma carta ao alto escalão do governo federal com seis propostas para reduzir o desmatamento. Entre as ações propostas está a de “retomar e intensificar as ações de fiscalização”e punição dos responsáveis por órgãos como o Ibama, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e Funai, de proteção aos índios.

O grupo pede ainda regras de financiamento vinculadas à sustentabilidade, proibição de registro para quem foi culpado de desmatamento e a demarcação de 10 milhões de hectares como área protegida, destinada ao uso sustentável.

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Rodrigo Caetano

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