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Resultados das petroleiras indicam retomada do setor

PUBLICADO EM: 30.4.21 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 29.4.21 | 22H33
Chevron e Exxon divulgam seus resultados no primeiro trimestre deste ano. Expectativa é de crescimento, em linha com as previsões de alta da demanda
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Recentemente, o banco Goldman Sachs antecipou a previsão para o pico da demanda por petróleo no setor de transporte em um ano, para 2026, se não antes, em grande parte devido à adoção acelerada de veículos elétricos

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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As petroleiras americanas Exxon e Chevron divulgam, nesta sexta-feira, 30, seus resultados do primeiro trimestre do ano. A expectativa é de bons números, impulsionados pela retomada do setor, fruto da volta das atividades econômicas com o avanço da vacinação em todo o mundo.

O cenário é bem diferente do vivenciado no mesmo período do ano passado. Há um ano, as petroleiras sofriam com a queda na demanda por combustível devido ao isolamento social para deter o contágio da infecção respiratória covid-19. Os preços do petróleo se recuperaram um pouco a partir de maio, após um forte tombo em abril, porém, com o barril na casa de 40 dólares, ainda estavam cerca de 30% abaixo do início do ano.

Ainda que a pandemia siga ceifando vidas, medidas de estímulo econômico, como os pacotes trilionários lançados pelos Estados Unidos, jogam para cima previsões. Na terça-feira, 13, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou suas projeções para o crescimento da demanda global por petróleo neste ano, em meio a expectativas de que a pandemia perca força e ajude o grupo e seus aliados em seus esforços para apoiar o mercado.

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A demanda deverá aumentar em 5,95 milhões de barris por dia (bpd) em 2021, ou 6,6%, apontou a Opep em relatório mensal, em projeção 70 mil bpd superior à do mês passado. A Opep, no entanto, reduziu suas perspectivas para o segundo trimestre.

Esse, no entanto, pode ser o último grande salto de demanda do setor petroleiro. Recentemente, o banco Goldman Sachs antecipou a previsão para o pico da demanda por petróleo no setor de transporte em um ano, para 2026, se não antes, em grande parte devido à adoção acelerada de veículos elétricos.

Segundo o Goldman, se o pico da demanda por petróleo não for atingido nesta década será em grande parte devido ao crescimento econômico em mercados emergentes, enquanto em mercados desenvolvidos, o Goldman prevê que a demanda total de petróleo nunca retornará aos níveis de 2019.

Mas a previsão mais pessimista vem da própria indústria. A britânica BP disse, no ano passado, que a era de expansão da demanda por petróleo já pode ter acabado. Para as duas maiores petroleiras americanas, Chevron e Exxon, é uma péssima notícia, já que elas estão atrás das competidoras europeias no quesito transição energética.

 

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Rodrigo Caetano

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