ESG

Siemens Energy planeja 7,8 mil demissões por transição verde

PUBLICADO EM: 2.2.21 | 8H54
A Siemens Energy planeja demitir cerca de 16% da força de trabalho na divisão de gás e energia, num sinal do impacto da transição para a energia verde nos combustíveis fósseis
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A Siemens Energy planeja demitir cerca de 16% da força de trabalho na divisão de gás e energia, num sinal do impacto da transição para a energia verde nos combustíveis fósseis

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Leo Branco

Repórter da Exame



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A Siemens Energy planeja demitir cerca de 16% da força de trabalho na divisão de gás e energia, em mais um sinal do impacto da transição mundial para a energia verde nos combustíveis fósseis.

A empresa vai eliminar 7,8 mil empregos até o fim do ano fiscal de 2025, que incluem cerca de 3 mil postos na Alemanha e 1,7 mil nos Estados Unidos. Aproximadamente 75% das demissões serão em cargos de gestão e vendas.

“O mercado de energia está mudando significativamente, o que nos oferece oportunidades, mas, ao mesmo tempo, nos apresenta grandes desafios”, disse o CEO Christian Bruch na terça-feira.

A divisão de gás e energia da Siemens Energy, que emprega cerca de 46 mil pessoas, atua na fabricação e manutenção de turbinas usadas em usinas a gás e carvão - que estão na mira de governos que buscam cumprir metas climáticas. A energia renovável de baixo custo também afetou o modelo da queima de carvão e gás, com menores períodos de operação em algumas usinas e fechamento de outras.

As ações da Siemens Energy acumulam alta de 47% desde a listagem no final de setembro, após a separação da Siemens AG.

Economistas projetam que a criação de empregos em energia renovável deve compensar as demissões em negócios de combustíveis fósseis, embora as estimativas variem. Um estudo do Instituto de Pesquisa de Estruturas Econômicas em Osnabrück, na Alemanha, estimou que cerca de 120 mil empregos que de outra forma não existiriam foram criados pela transição verde no país.

Ainda assim, certas regiões devem ser fortemente atingidas pelo menor uso de carvão e gás. Em 2019, o partido alemão de direita AfD avançou em Lusatia, uma região de mineração de carvão que será afetada pelo plano do país de eliminar a energia gerada por esse insumo até 2038.

 

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