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Tecnologia e meio ambiente em destaque no principal evento político chinês

PUBLICADO EM: 5.3.21 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 5.3.21 | 5H49
Assembleia Popular Nacional começa em meio à tentativa do gigante asiático de reduzir as emissões de carbono e resolver a escassez de chips

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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A Assembleia Popular Nacional, principal evento político da China por reunir delegados do Partido Comunista,  inicia nesta sexta-feira, 5, e deve ir até dia 11.

O encontro vai dar ênfase a dois temas: a transição para a economia de baixo carbono e a falta de chips no mercado de tecnologia do gigante asiático.

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O gigante asiático vem adotando uma postura ousada em relação a suas metas de redução das emissões de carbono.

Maior poluidor do mundo, o país anunciou, em dezembro, que planeja ter uma economia livre de carbono até 2060.

O líder chinês, Xi Jinping, destacou que isso será feito por meio de programas de eficiência energética e incentivo às fontes de geração limpa, como eólica e solar.

Entre as ações que serão adotadas pela China está o aumento de 25% na participação das energias renováveis no consumo de eletricidade do país até 2030, e alcançar 1,2 GW de capacidade instalada geração solar e eólica neste período.

No mês passado, a China lançou um mercado de carbono com a ambição de ser o maior do mundo. O mercado autoriza as autoridades provinciais a estabelecer cotas para as usinas termelétricas e permite que as empresas de energia negociem direitos de poluição.

Cerca de 2.000 usinas que emitem mais de 26.000 toneladas de gases de efeito estufa por ano serão afetadas pelo sistema, que deve cobrir um terço das emissões de gás carbônico da China, segundo a Associação Internacional de Ação sobre o Carbono.

Falta de chips

A ambição chinesa é virar autossuficiente em tecnologia. Por isso, a expectativa de que o 14º “plano de cinco anos”, documento que apresenta o foco das políticas de desenvolvimento chineses no período, traga diretrizes para incentivar a cadeia de produção de chips.

Inovações recentes, como as redes 5G, carros autônomos e a internet das coisas, insuflaram a demanda por semicondutores, um mercado de 400 bilhões de dólares anuais, segundo a Bloomberg. Coreia do Sul e Taiwan dominam amplamente o setor. A pandemia acabou gerando uma forte redução na oferta de chips, obrigando montadoras como Ford e GM, por exemplo, a adiar a produção de veículos.

O plano da China, provavelmente, será criar uma indústria doméstica de semicondutores e reduzir a dependência dos dois países.

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Rodrigo Caetano

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