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Tembici, das bikes do Itaú, capta R$ 420 milhões e acelera eletrificação

PUBLICADO EM: 30.9.21 | 8H58
Rodada série foi capitaneada pela Crescera capital e trouxe dois novos investidores, Pipo e Endeavor Catalys. Recursos irão para a compra de bikes elétricas
tembici recebe investimento

(SM2)

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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A Tembici, startup de mobilidade que opera as conhecidas bicicletas do Itaú, concluiu uma captação de 420 milhões de reais (80 milhões de dólares). A rodada, série C, foi capitaneada pela Crescera Capital e contou com dois novos investidores, Pipo e Endeavor Catalys, que se juntam aos fundos IFC, Valor, Red Point e Igah.

Os recursos serão utilizados para ampliar o número de bicicletas elétricas em operação. Essa será a grande aposta da startup para o futuro. “A e-bike é muito aguardada pelos usuários porque expande a possibilidade de uso diário uma vez que facilita deslocamentos mais longos e com diferentes relevos”, afirma Tomás Martins, CEO e cofundador da companhia.

A rodada é composta por um investimento em equity, a maior parte, e estruturas de dívidas emitidas por Itaú e Santander, incluindo títulos ESG e com sele verde. A startup apresentou crescimento de mais de 50% na receita, no ano passado, em comparação ao período pré-pandemia. A estratégia de negócios combina receita de patrocínios, como o do Itaú, e o pagamento por serviços.

Desde a última captação, em 2020, a Tembici investiu 30 milhões em tecnologia, expansão da equipe, implantação de GPS nas bikes e na inserção de bicicletas elétricas. “A empresa vem se posicionando também em tecnologia e tem suas decisões focadas em dados. A Tembici tem tudo para se posicionar como o grande player global no setor de mobilidade urbana e acreditamos no potencial de expansão para outros países”, comenta Fernando Silva, sócio na Crescera.

10 mil bikes a mais

Em junho, a Tembici anunciou que vai disponibilizar mais 10 mil bicicletas até 2022. Até o fim do próximo ano, a empresa deve dobrar de tamanho. O movimento de expansão vai ao encontro do aumento dos gastos com ciclismo por parte dos brasileiros. Segundo uma pesquisa do Itaú, os consumidores aumentaram seus gastos com bicicletas em 54,4% no ano passado. O levantamento leva em consideração os gastos com cartões de crédito e débito processados pela Rede, empresa de pagamentos eletrônicos do banco.

Globalmente, o uso de bicicletas também aumenta. Uma pesquisa divulgada pelo Google nesta quarta-feira mostrou que as buscas pelo termo continuam crescendo e, em países como a França, o aumento foi de mais de 300%. Além disso, as pessoas estão aumentando a distância percorrida com a bike. Em média, são 10% mais longas do que em 2020.

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