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TPG e Brookfield captam US$ 12 bi para cleantechs, a nova febre do mercado

PUBLICADO EM: 28.7.21 | 19H19
ATUALIZAÇÃO: 28.7.21 | 19H24
No primeiro semestre, o volume de recursos levantados para fundos de venture capital relacionados às mudanças climáticas é quase o dobro do levantado em 2020
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Brookfield e TPG direcionaram mais de 12 bilhões de dólares para investir em cleantechs, startups que criam soluções contra as mudanças climáticas (Getty Images/iStockphoto)

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Rodrigo Caetano

Repórter ESG| rodrigo.sabo@exame.com



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Na terça-feira, 27, a gestora TPG Capital anunciou a maior captação de recursos para um fundo de venture capital relacionado às mudanças climáticas: 5,4 bilhões de dólares. O recorde não durou um dia. Na quarta-feira, 28, a Brookfield Asset Manager captou 7 bilhões de dólares para um fundo do mesmo tipo. Em 24 horas, as duas gigantes direcionaram mais de 12 bilhões de dólares para investir em cleantechs, startups que criam soluções contra as mudanças climáticas.

Empreendimentos relacionados à economia de baixo carbono se tornaram uma verdadeira febre no mercado de investimentos de risco. As captações bem-sucedidas no primeiro semestre de 2021 já ultrapassaram o número de fundos lançados em todo o ano passado, segundo levantamento feito pela consultoria PitchBook, focada em private e venture capital.

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No começo do mês, outra grande gestora, a General Atlantic, havia anunciado a formação de um fundo climático de 4 bilhões de dólares, elevando o montante global captado em venture capital relacionado às mudanças climáticas para mais de 14 bilhões, quase a totalidade do movimentado em 2020. Com os 12 bilhões de Brookfield e TPG, a cifra chega a 26 bilhões de dólares, quase o dobro do ano passado.

Em grande parte, os fundos focados em cleantechs buscam oportunidades no mundo das energias renováveis, mas também há forte movimento em torno de soluções para captura de carbono e armazenamento de energia em baterias. Tanto o fundo da Brookfield, quanto o da TPG planejam concentrar a maior parte dos recursos em energia limpa.

O frenesi em torno das cleantechs não se resume ao venture capital. No private, fundos que investem exclusivamente em energia renovável levantaram 52 bilhões de dólares no ano passado, de acordo com a agência de notícias Bloomberg. O movimento está transformando o mercado de energia.

Há, neste momento, pouco dinheiro para o setor fóssil. Ainda de acordo com a Bloomberg, o capital levantado neste ano para fundos de energia limpa já ultrapassa a captação para ativos de combustíveis fósseis por um fator de cerca de 25.

Fundos de energia renovável levantaram US$ 258 bilhões nos últimos 10 anos, representando cerca de 30% do setor de energia em geral. Mas a proporção de fundos alocados em energia renovável aumentou significativamente desde 2016 e está em cerca de 80% no acumulado de 2021.

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