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ESG

Volvo: resultados promissores num 2020 difícil. Um dos motivos: a agenda ESG

PUBLICADO EM: 3.2.21 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 3.2.21 | 11H58
Montadora apresentou na madrugada desta quarta os resultados financeiro de 2020; relembre atuação ESG da marca e planos verdes para o Brasil
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Volvo: montadora com histórico ESG divulga hoje resultados do 4º trimestre de 2020 (NurPhoto via Getty Images)

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Maria Clara Dias

Repórter da Exame



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A montadora sueca Volvo anunciou na madrugada desta quarta-feira, 3, os resultados financeiros do 4º trimestre do ano passado, que vai de outubro a dezembro. Por causa da crise econômica causada pela pandemia, os resultados não foram lá um mar de rosas: as vendas para o ano inteiro de 2020 caíram 22% na comparação com 2019, totalizando 338 bilhões de coroas suecas (40 bilhões de dólares).

A margem operacional, indicador da capacidade de um negócio de gerar lucro, caiu bem menos: de 11% para pouco mais de 8%, um percentual ainda acima da média das concorrentes, que vem girando na casa dos 4%. Num cenário de montadoras eliminando operações deficitárias mundo afora – vide o caso da Ford no Brasil –, a trajetória da Volvo tem sido analisado por especialistas como um exemplo bem-sucedido de um negócio que está conseguindo fazer os ajustes necessários para prosperar num setor cada dia mais desafiador como é o da indústria automotiva.

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Na apresentação para investidores e analistas, uma das razões da resiliência da Volvo em 2020 está na agenda ESG (sigla em inglês para a preocupação do mundo corporativo nas áreas ambiental, social e de governança). Como boa parte das montadoras do velho continente, a Volvo compreende que compromissos ambientais fazem parte da estratégia de negócio e a sustentabilidade ocupa espaço especial na discussão de ações ligadas aos critérios ESG.

Sob o ponto de vista de governança, a Volvo conta com 11 conselhos e 10 sub conselhos. Alguns deles responsáveis por discutir de forma exclusiva temas socioambientais, enquanto a atuação em sustentabilidade parte de três principais pilares: automação, conectividade e eletromobilidade, segundo a montadora. Esses critérios fomentam o desenvolvimento de produtos mais responsáveis do ponto de vista ecológico, desde a transformação da matriz energética da linha de produção até a circularidade das baterias aplicadas aos carros elétricos da marca.

No Brasil, a subsidiária da marca sueca dedica boa parte dos esforços para tornar a cadeia mais sustentável e aumentar a parcela de vendas dos veículos conectados. A forma de garantir isso se dá na tecnologia: a empresa atingiu a marca de 1 milhão de caminhões, ônibus e equipamentos de construção conectados no mundo, sendo 100.000 deles na América Latina.

A Volvo também publica, a cada dois anos, um relatório de sustentabilidade que evidencia as ações nas áreas ambiental, social, segurança e gestão de pessoas realizadas no mercado brasileiro. Em sua última edição, em 2018, o relatório destaca programas de redução de emissões e uso de combustíveis renováveis, por exemplo.

“Escolhemos materiais mais leves, sempre priorizando a segurança e um consumo menor”, disse Alexandre Parker, diretor de responsabilidade corporativa e institucional do Grupo Volvo América Latina, em entrevista à EXAME em 2019.

Por ter um mercado elétrico que ainda não está no mesmo compasso dos líderes europeus, o Brasil concentra esforços mais ligados às letras S e G. Do ponto de vista social, o aspecto filantrópico também entra no rol de atuação da marca, que apoia uma fundação que abriga crianças e adolescentes em situação de risco no Sul do país.

Compromisso de zero carbono

Ao passo em que é uma das principais fabricantes de veículos e caminhões do mundo, o foco em futuro também faz parte das ações da Volvo, que já possui ao menos cinco modelos eletrificados híbridos (veículo que combina um motor a gasolina com um elétrico) em seu portfólio. Destes, três são oferecidos no Brasil: dois SUVs e um sedã.

Em 2017, a Volvo se comprometeu a eletrificar todos os carros da frota, buscando iniciar a transição para uma nova era de baixo carbono. Segundo a montadora, a partir de 2025 só será possível encontrar modelos elétricos da marca para a venda.

Em outubro do ano passado, a marca também revelou o seu primeiro modelo totalmente elétrico, o XC40 Recharge, que será fundamental para que a sueca cumpra com êxito sua meta de reduzir em 40% a emissão de carbono nos próximos quatro anos.

Para além das terras brasileiras, a Volvo já adiantou o lançamento de linhas elétricas de caminhões na Europa e América do Norte. De acordo com a empresa, a redução das emissões nas frotas também a posiciona como líder na corrida pela eletrificação.

 

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