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Conhecendo fundos de investimento
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O que são fundos de investimento?

Fundos de investimento são uma modalidade de investimento que reúne recursos de um conjunto de pessoas, chamadas de cotistas, com o objetivo de aplicar o capital em ativos como títulos públicos, moedas, juros e ações, de acordo com a categoria em que se enquadram.

Quais os tipos de fundos de investimento?

Os fundos podem ser divididos de acordo com as classes de ativos em que investem. Existem quatro categorias mais populares para o chamado investidor de varejo, nome dado ao pequeno investidor: fundos de renda fixa, fundo de ações, fundo multimercado e fundo cambial.

Fundo de renda fixa

Aplica os recursos em títulos de renda fixa, como os que fazem parte do Tesouro Direto e os que foram emitidos por empresas privadas, que são as debêntures.

Os fundos de renda fixa são recomendados como ativos de segurança para investidores com perfil conservador ou para compor a chamada reserva de emergência por causa do risco reduzido, embora ofereçam menor perspectiva de rentabilidade.

Fundo de ações

Os recursos são investidos em ações de empresas negociadas na bolsa de valores. Em geral, os fundos de ações são recomendados para investidores com perfil agressivo ou arrojado, porque são ativos sujeitos a fortes oscilações de preço. Isso siginifica que oferecem maior potencial de ganhos mas também amplas chances de perdas.

Fundo multimercado

Permite a alocação dos recursos em diferentes classes de ativos e em diferentes mercados, como uma carteira que contenha títulos de renda fixa, ações e contratos de juros e de moedas no Brasil e no exterior. Por essa razão, costuma ser o fundo que melhor atende ao conceito da diversificação.

Em geral, os fundo multimercado são recomendados a investidores com perfil moderado ou agressivo, a depender da estratégia adotada.

Fundo cambial

Os recursos do fundo cambial em ativos atrelados à variação das cotações de moedas, como dólar e euro. O objetivo de quem investe é estar exposto ao movimento do câmbio, seja em busca de ganhos ou de proteção a ativos que tenham correlação contrária. É recomendado para investidores com perfil arrojado por causa dos riscos elevados de perdas.

Outros tipos de fundos de investimentos

Além desses quatro tipos, existem outros tipos de fundos com objetivos e regras específicas, como os fundos de previdência, que recolhem recursos de investidores com planos de previdência do tipo PGBL ou VGBL.

Há ainda os fundos imobiliários,que aplicam em empreendimentos imobiliários, comprando construções como shopping centers, galpões logísticos e lajes corporativas ou investindo em ativos atrelados a esse mercado, como CRI e LCI.

Existe também o fundo de curto prazo, que pode aplicar em títulos de renda fixa privada ou pública, com prazo máximo de 375 dias, os fundos de dívida externa, que devem investir 80% do seu patrimônio em título de dívida externa da União, e o fundos referenciados, que deve ter 95% de ativos atrelados a um benchmark de referência.

Quais os riscos dos fundos de investimento?

Como qualquer outra aplicação, os fundos de investimento também apresentam riscos. Conheça alguns deles antes de investir:

  • Risco de crédito, relacionado aos ativos que compõem o fundo;
  • Risco de mercado, relacionado às variáveis do mercado que afetam os ativos do fundo;
  • Risco de liquidez, relacionado a prazos e carências para resgate.

Ao investir em um fundo, o investidor também precisa saber que esse tipo de ativo não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e que fundos de investimento também podem ter alta volatilidade e sofrer com a desvalorização das cotas, por causa da marcação a mercado.

Um dos fatores que dá segurança para os investidores de fundos é que o fundo tem um CNPJ próprio, que protege o capital investido em casos de problemas financeiros da gestora ou administradora.

E, apesar de não contar com FGC, os fundos são avaliados constantemente por casas de análise e especialistas que fazem dão uma pontuação aos fundos de acordo com sua rentabilidade, volatilidade, nível de risco e outros fatores.

Esse processo é chamado de rating e avaliar essas classificações pode ajudar o investidor a tomar suas decisões.

Como investir em fundos de investimento?

Para investir em um fundo é preciso comprar cotas desse fundo por um banco ou uma corretora. Antes de investir, é importante saber que o valor dessas cotas muda diariamente, acompanhando aperformance do fundo de investimentos.

Se sim, então o fundo é influenciado pela chamada marcação a mercado. Caso o investidor decida vender as cotas, a marcação a mercado pode influenciar o preço do ativo, fazendo com que ele registre lucro ou prejuízo.

Quem administra o fundo de investimento?

O responsável por essa performance é o gestor do fundo, um profissional do mercado financeiro que fica responsável por tomar as decisões de investimento do fundo, seguindo as regras e a regulamentação.  

A principal vantagem de investir em um fundo é, justamente, contar com o olhar de um especialista para tomar a decisões de investimento, além de diversificar a carteira, já que com apenas uma operação, o investidor pode ter acesso a vários ativos diferentes. 

Custos para investir em fundos

Impostos e come-cotas

As aplicações em fundos de investimentostêm custos como taxas de administração e custódia e pagam Imposto de Renda (IR). O IR incide sobre a rentabilidade, e a alíquota é aplicada conforme o prazo de aplicação seguindo uma tabela regressiva. Ou seja, quanto maior o prazo de aplicação, menor a alíquota.

A cobrança é feita de forma semelhante em fundos de longo prazo e de curto prazo, de forma antecipada e semestralmente. A exceção são os fundos de ações.

A cada seis meses, em maio e novembro, os fundos de renda fixa, cambiais e multimercados sofrem uma cobrança antecipada do Imposto de Renda, conhecida como come-cotas. O valor cobrado depende do tipo de fundo: para fundos de longo prazo, a alíquota é de 15%; para fundos de curto prazo é 20%.

Como se trata de uma cobrança antecipada, o investidor pagará apenas a diferença do valor devido lá na frente, quando decidir fazer o resgate do investimento.

Os fundos de ações não têm cobrança de come-cotas: existe em seu lugar a cobrança de uma alíquota única de 15% sobre o rendimento, descontada diretamente na fonte.

Taxas dos fundos de investimento

Os fundos de investimento também contam com taxas que os investidores precisam pagar. Conheça as principais:

Taxa de administração

A taxa de administração é cobrada nos fundos de investimento de renda fixa ou variável e serve para remunerar os gestores do fundo, além de financiar sua operação.

Em tempos de juros baixos, é importante ficar atento para que a taxa não signifique um desconto tão grande do rendimento que ele acabe perdendo para a inflação do período ou até negativo. 

Segundo especialistas em finanças, a taxa faz sentido em casos de fundos com gestão ativa, em que o gestor monta e executa um trabalho estratégico para buscar o rendimento. Fundos de gestão passiva, como os de renda fixa que aplicam em títulos do Tesouro, deveriam cobrar taxas mais baixas.

Taxa de performance

A taxa de performance também é cobrada nos fundos de investimento, especialmente os de gestão ativa, como os de ações e os multimercados.

Essa taxa serve como uma bonificação para o gestor que conseguir superar suas metas de rentabilidade, em geral definidas como percentuais acima de um benchmark (um índice de referência). Em geral, é cobrado um percentual de 20% sobre os rendimentos que superaram a meta previamente estabelecida. 

Antes de investir em um fundo, o investidor deve avaliar a possibilidade da cobrança da taxa de performance e checar a meta estabelecida pelo gestor. 

Benchmark e rentabilidade dos fundos de investimento

Como mencionamos acima, todos os fundos de investimento possuem uma "meta" de rentabilidade -- esse é o chamado benchmark.

No caso dos fundos de renda fixa, o benchmark costuma ser o CDI. O CDI é uma taxa de referência para as operações de renda fixa, e costuma acompanhar a variação mensal da taxa básica de juros, a Selic.

Já os fundos de renda variável costumam adotar o Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa de valores, como meta de rendimento.

Caso o fundo consiga superar o indicador de referência, o gestor pode cobrar a taxa de performance.

Como escolher um fundo de investimento

Antes de decidir investir em um fundo, os investidores devem considerar alguns aspectos. Veja os principais.

1. Perfil do fundo

Cada investidor possui um perfil de risco e esse perfil deve ser respeitado na hora de escolher um fundo. Quem é mais conservador deve considerar fundos de renda fixa ou multimercados, cuja volatilidade é menor, mas o potencial de ganho também é moderado.

2. Peso na carteira

O perfil do investidor também vai ajudar a determinar a proporção dos fundos na carteira. A vantagem é que por proporcionarem diversificação, os fundos podem ocupar uma fatia maior do patrimônio dos investidores.

3. Taxas

É importante avaliar se a taxa de administração do fundo está alinhada com o risco e o potencial de ganho dos ativos. Fundos de renda fixa com altas taxas de administração, por exemplo, não costumam ser um bom negócio, já que as taxas podem consumir boa parte da rentabilidade.

4. Desempenho

Embora os ganhos passados não sejam garantia de lucros futuros, os investidores devem olhar para o histórico do fundo em que deseja investir. Caso os resultados tenham sido consistentes, maior a chance da estratégia do fundo ser acertada.

5. Experiência do gestor

Além de avaliar o desempenho do fundo em si, também é recomendável avaliar a reputação do gestor que administra os ativos. Gestores experientes e com relevância no mercado tendem a tomar melhores decisões para os fundos.

O que é a lâmina de um fundo?

Todas as informações de um fundo devem ser avaliadas pelos investidores. A estratégia do fundo, os ativos, as taxas, o patrimônio e a rentabilidade histórica podem ser encontradas na lâmina.

A lâmina é como a ficha técnica de um fundo. Ela diz ao investidor qual o propósito daquele ativo e como ele pretende alcançar a rentabilidade proposta. As lâminas são fornecidas pelos próprios gestores periodicamente, e podem ser acessadas pelo próprio  em que os fundos estão listados.

Vantagens e desvantagens dos fundos de investimento

Assim como qualquer ativo financeiro, existem vantagens e desvantagens de investir em fundos de investimento. Veja abaixo as principais considerações:

Vantagens

  • Diversificação

Os fundos reúnem diversos tipos de ativos e, por isso, são indicados para todos os perfis de investidores. Além disso, os gestores podem ter estratégias bastante diversas, o que faz com que nenhum fundo seja exatamente igual ao outro. Ao escolher um fundo, o investidor deve levar em conta seu perfil de risco.

  • Gestão especializada

Uma das maiores vantagens deste tipo de investimento é que você está colocando o seu dinheiro nas mãos de quem dedica a vida a estudar como funcionam e como investir nos ativos. Além disso, por acompanharem diariamente o mercado, os gestores costumam se preparar para momentos de crise e de oportunidade.

  • Acesso indireto a produtos

Outra vantagem dos fundos é a possibilidade de acessar ativos que não são destinados a investidores comuns, ou que têm um investimento mínimo muito alto. Pelos fundos é possível, por exemplo, investir pouco em ações de empresas cujo custo unitário é de centenas de reais. Outro exemplo são os ativos estrangeiros, que geralmente não podem ser adquiridos diretamente pelo varejo.

Desvantagens

  • Taxas

Por contarem com as taxas de administração e performance, os fundos têm custos que, muitas vezes, não existem na aplicação direta nos ativos. Um exemplo são os fundos de ações.

Em geral, as corretoras não cobram taxas para investir na bolsa, mas os fundos de ações têm taxas de administração que chegam a 3%, em alguns casos.

  • Exigência de investimento mínimo e aportes extras

Todos os fundos exigem um valor mínimo para aplicação. Em geral, quanto maior o risco do fundo, maior o tíquete de investimento inicial. Além disso, alguns fundos requerem aportes adicionais periódicos de determinado valor.

  • Liquidez

Cada fundo tem um prazo para que o investidor consiga resgatar suas cotas. Esse prazo é contado a partir do pedido de resgate e é calculado na forma de dias úteis -- D+1, D+2, D+3, e assim sucessivamente.

Fundos que aplicam em ativos menos líquidos ou fundos de maior risco podem exigir prazos bastante longos para o resgate, como D+180 (o que significa que o investidor só receberá seus recursos cerca de seis meses após o pedido de saque).

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