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Reserva de emergência: o que é e onde investir?

A reserva de emergência (ou fundo de emergência) é um capital que fica investido, mas que pode ser resgatado em um ou poucos dias para cobrir gastos eventuais e inesperados. Como ninguém sabe quando pode precisar desse recurso, o melhor é que esse montante seja investido em produtos de renda fixa, com alta segurança e alta liquidez.

Afinal, ninguém espera por uma demissão, um acidente ou uma emergência de saúde, mas tudo isso pode acontecer de maneira inesperada. A reserva de emergência (ou fundo de emergência) é então ideal para quem não quiser ser pego de surpresa, como se fosse um colchão financeiro de liquidez.

Quem não montou a sua reserva de emergência para situações imprevistas pode acabar contraindo uma dívida com juros elevados ou sendo obrigado a fazer resgates antecipados de investimentos, com perdas potenciais. 

Quanto ter de reserva de emergência?

Não existe um valor exato para a reserva de emergência, porque esse cálculo vai depender do custo de vida de cada investidor. Em geral, o que os especialistas recomendam é que a reserva de emergência seja composta por um valor que seja equivalente a pelo menos 6 vezes o custo mensal de cada pessoa.

Isso significa que se uma pessoa tiver despesas fixas (como gastos com moradia, transporte, alimentação e saúde) de R$ 5 mil ao mês, a reserva de emergência precisará ser de, no mínimo, R$ 30 mil.

Casos especiais para montar uma reserva de emergência

Para funcionários públicos, que tendem a ter uma maior estabilidade quando concursados, a recomendação é de que a reserva de emergência seja igual a três ou quatro meses de custos fixos. Então se o funcionário tem R$ 5 mil em despesas fixas, o ideal é juntar de R$ 15 mil a R$ 20 mil.

Já a reserva de emergência de autônomos deve ser igual a 12 meses (1 ano) de custos fixos. Afinal, ser autônomo pode fazer com que haja meses com maiores ganhos e outros de menos. Então se a pessoa tem R$ 5 mil em despesas fixas, o mais adequado é que tenha uma quantia de R$ 60 mil em reserva.

Onde investir a reserva de emergência?

Ao investir a reserva de emergência é preciso priorizar a liquidez para que esse montante possa ser resgatado facilmente e com agilidade. Também é preciso considerar que o investimento da reserva de emergência precisa ter alta segurança e baixa volatilidade. 

Isso significa que nem todos os tipos de investimento são adequados para a reserva de emergência. Investimentos em renda variável, que podem sofrer grandes oscilações, por exemplo, não são a escolha adequada para a reserva. 

Os melhores investimentos para a reserva de emergência são aqueles com alta segurança, alta liquidez e baixa volatilidade. Essas características são encontradas em alguns ativos da renda fixa, como Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária ou fundos DI, que investem nesses e em outros ativos da renda fixa.

Diversificação da reserva de emergência

Os recursos que compõem a reserva de emergência precisam ser investidos em ativos com características específicas. Mas isso não quer dizer que não se pode ter diversificação desse investimento. É possível fazer aportes em diferentes ativos para aproveitar as vantagens de cada um. 

O Tesouro Selic, por exemplo, oferece o menor risco de crédito possível. É emitido pelo governo e está atrelado à taxa básica de juros e é um dos ativos mais escolhidos para compor a reserva de emergência. Ele possui uma vantagem extra: para valores até R$ 10 mil, esse investimento fica livre da taxa de custódia cobrada pela B3. 

Já CDBs com liquidez diária e rendimento acima de 100% do CDI podem oferecer uma variação de rentabilidade, assim como os fundos DI, que, além de investirem em Tesouro Selic, podem alocar uma parcela em outros investimentos de renda fixa, como crédito privado. Mas, no caso dos fundos, é preciso checar se o prazo de resgate é de até um dia a partir do pedido (D+0 ou D+1) e se a taxa de administração é zero.

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