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A empresa brasileira que subiu 110% e foi destaque na carteira de Buffett

PUBLICADO EM: 2.1.21 | 16H28
Ação da companhia brasileira de tecnologia teve segunda maior alta no portfolio do investidor no ano em que a Berkshire Hathaway subiu só 2,4%
Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway Inc.

(Chip Somodevilla)

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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2020 definitivamente foi um ano desafiador até para alguns dos mais bem-sucedidos investidores da história. Que o diga Warren Buffett, o Oráculo de Omaha. As ações de sua holding, a Berkshire Hathaway, encerraram o ano com valorização de 2,4%, ou 14 pontos percentuais abaixo da alta de 16,3% do S&P 500.

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Apenas 12 ações – dentro de um portfolio com mais de 40 empresas abertas – conseguiram superar o desempenho do mais abrangente índice de ações dos Estados Unidos, segundo Matt Kranz, do Investor’s Business Daily.

Mas nem tudo foi decepção. Algumas empresas de tecnologia na qual a holding tem participações não só superaram o S&P 500 como tiveram desempenho destacado. O caso mais famoso é o da Apple: as ações subiram 81% no ano e sozinhas ampliaram a fortuna de Buffett em cerca de 55 bilhões de dólares, segundo cálculos de Kranz. Foi o quarto melhor desempenho da carteira da Berkshire, logo à frente da Amazon, de Jeff Bezos.

Coube a uma empresa brasileira listada na Nasdaq o segundo melhor desempenho do ano na carteira de ações da holding de Buffett: a Stone, empresa de tecnologia em meios de pagamento, encerrou o ano com uma valorização de 110%, saltando de 39,89 dólares no fim de 2019 para 83,92 dólares no fim de 2020.

A Berkshire entrou no capital da Stone em outubro de 2018, quando a empresa fundada por André Street e Eduardo Pontes realizou a oferta pública inicial (IPO) na bolsa americana de tecnologia. Na ocasião, a ação foi precificada para a estreia em 24 dólares, o que significa que ela se valorizou 250% em pouco mais de dois anos.

A holding do bilionário investidor, que completou 90 anos da vida em agosto passado, chegou a deter 11,3% do capital da Stone pouco depois do IPO, mas reduziu a fatia para 6,3%.

A liderança no ranking das maiores altas coube uma novata que foi uma das sensações do ano: a Snowflake, empresa de software de armazenagem de dados na nuvem que estreou na Bolsa de Nova York em setembro com a ação fixada em 120 dólares. A cotação encerrou o ano a 281,40 dólares, com uma alta de 134,5% nesse curto intervalo. A Berkshire tem 12% das ações da companhia.

Em terceiro, quase empatada com a Stone, ficou a empresa de arquitetura, móveis e decoração de luxo RH.

Veja abaixo as 5 ações da Berkshire Hathaway que mais subiram em 2020:

  1. Snowflake (tecnologia): +134,5%
  2. Stone (tecnologia): +110,4%
  3. RH (móveis e design): +109,6%
  4. Apple (tecnologia): +80,8%
  5. Amazon (tecnologia): +76,3%

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
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Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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