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Ação do Magalu pode voltar a decolar? BTG diz que sim e aumenta preço-alvo

PUBLICADO EM: 25.5.21 | 6H15
ATUALIZAÇÃO: 24.5.21 | 21H20
Reabertura de lojas físicas e desenvolvimento da operação de pagamentos da empresa motivaram reavaliação do papel pelo banco; ação disparou 8% nesta segunda

Resumo do investidor

- BTG Pactual aumenta preço-alvo de MGLU3 para 26 reais, o que representa um potencial de valorização de 30%; - Retomada nas lojas físicas, consolidação do e-commerce e desenvolvimento da operação de pagamentos estão por trás da mudança.

Loja da Magazine Luisa na Vila GuilhermeFoto: Germano Lüders21/06/2017

Na avaliação do BTG, o Magalu está criando um ecossistema completo para compradores e vendedores | Foto: Germano Lüders/EXAME

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter de mercados, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM | beatriz.quesada@exame.com



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As ações do Magazine Luiza (MGLU3) dispararam 7,93% nesta segunda-feira, 24, na esteira da valorização dos papéis de empresas de tecnologia e de e-commerce. Porém, no acumulado do ano, o ativo ainda acumula perdas de quase 20%. Seria o recente aumento um sinal de que as ações podem voltar a subir? 

Na visão de analistas do BTG Pactual, a resposta é sim. A equipe de research do banco (do mesmo controlador da EXAME) aumentou o preço-alvo da ação de 23 reais para 26 reais, o que representa um potencial de valorização de 30% mesmo com a disparada de ontem. No último pregão, MGLU3 encerrou negociada a 20 reais.

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O motivo para a atualização dos números foi a adoção de um cenário que considera uma forte retomada dos negócios em lojas físicas e uma consolidação no mercado de e-commerce nos próximos anos. Além disso, a previsão também incorpora ao preço-alvo a operação de pagamentos da empresa, representada por Magalu Pagamentos e Magalu Pay.

“Para os próximos trimestres, vemos uma tendência de desaceleração do canal online, acompanhada, porém, de uma grande melhoria nas vendas em lojas físicas com a campanha de vacinação”, afirmam os analistas.

Existe, no entanto, uma tendência de que compras online e pagamentos eletrônicos continuem opções relevantes, mesmo com o fim da pandemia. O argumento é que transações sem dinheiro, realizadas digitalmente, estão em ascensão não só no comércio via internet mas também no varejo tradicional. 

E é aí que entra a importância do Magalu Pagamentos e do Magalu Pay. Após o lançamento da plataforma Magalu Pagamentos voltada para vendedores em 2018, a companhia criou sua carteira digital, a Magalu Pay, no final de 2019. O lançamento foi feito diretamente no app da empresa – mesma estratégia do Alipay na China.

Em dezembro do ano passado, o Magazine Luiza também adquiriu a Hub Fintech por 290 milhões de reais. Além de oferecer contas digitais e cartões pré-pagos diretamente aos seus clientes, a Hub é uma das maiores plataformas de Banking as a Service (BaaS) do Brasil e líder no processamento de cartões pré-pagos, segundo o time do BTG.

Pelas estimativas do banco, a divisão financeira acrescentaria 5 reais a cada ação do Magalu, fator que ainda não está incorporado no preço atual do papel.

“Com o objetivo de aumentar as vendas – além de frequência e engajamento – em sua plataforma, o Magazine Luiza oferece um portfólio mais completo de serviços, em que os pagamentos são um elemento-chave. A companhia está criando um ecossistema completo para compradores e vendedores”, avaliam os analistas.

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