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Ações da Boa Safra disparam mais de 50% em dia de estreia na bolsa

PUBLICADO EM: 29.4.21 | 11H50
ATUALIZAÇÃO: 29.4.21 | 12H03
Oferta da empresa beneficiadora de sementes foi precificada no piso da faixa indicativa e movimentou 459,9 milhões de reais
soja

Boa Safra é líder na produção de sementes de soja no Brasil (REUTERS)

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter especializada na cobertura de mercados. Formada pela ECA-USP, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM.



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As ações da Boa Safra (SOJA3) disparam mais de 50% na bolsa em seu dia de estreia na B3

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Os papéis da empresa beneficiadora de sementes são negociados a 14,94 reais às 11h45 após serem precificados a 9,90 reais – piso da faixa indicativa, que ia até 12,60 reais – na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A empresa captou 459,9 milhões com a operação.

Este foi o segundo IPO do agro a deslanchar este ano – o primeiro foi o da Jalles Machado (JALL3), do segmento sucroalcooleiro. No setor de sementes, a concorrente Agrogalaxy poderia ter largado na frente, mas acabou desistindo de sua oferta alegando condições de mercado desfavoráveis. 

A oferta foi 100% primária, ou seja, todos os recursos captados vão para o caixa da companhia. Com o capital levantado na oferta, a empresa pretende financiar possíveis aquisições no setor e investir em estratégias de expansão orgânica, aumentando a participação de mercado sem englobar outros negócios já existentes.

A Boa Safra é líder na produção de sementes de soja no Brasil, e o país é o maior produtor e exportador mundial da commodity, que tem se beneficiado do crescimento da demanda mundial, principalmente da China.

Mesmo com o preço atual, a companhia ainda está 20% atrás do preço-alvo de 18 reais indicado pela Eleven Research em seu relatório sobre a oferta. Como razões para recomendar a oferta, a casa de análise mencionou o bom posicionamento da Boa Safra no mercado de sementes, localização estratégica e bom relacionamento com produtores integrados, além do modelo de negócios. 

“O modelo asset light da companhia, que não detém terras, permite que ela obtenha retornos mais elevados sobre capital investido que o das empresas de agronegócio tradicionais”, afirma o relatório.

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