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Ações da Hypera podem subir mais de 45% após lucro de R$ 305 mi no 1º tri

PUBLICADO EM: 26.4.21 | 13H01
Analistas reiteram recomendação de compra para os papéis da farmacêutica, destacando novas aquisições e volume de vendas

Resumo do investidor

- Farmacêutica Hypera (HYPE3) registrou lucro líquido de 305,1 milhões de reais no 1º trimestre de 2021 - Resultado forte contou com impulso de aquisições e crescimento do sell-out - Bank of America (BofA), BTG Pactual e Credit Suisse têm recomendação de compra para o papel

Remédios; medicamentos

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter especializada na cobertura de mercados. Formada pela ECA-USP, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM.



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A farmacêutica Hypera (HYPE3) correspondeu às expectativas do mercado ao divulgar seu balanço para o primeiro trimestre de 2021 na noite de sexta-feira, 23. A companhia registrou lucro líquido de 305,1 milhões de reais, uma alta de 28,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

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O resultado forte, porém dentro do esperado, mantém os papéis da Hypera em trajetória de leve queda no pregão desta segunda-feira, 26, com as ações caindo 1,88% e negociadas a 35,01 reais por volta de 13h.

O papel, no entanto, ainda pode ter muito para avançar. Analistas de Bank of America (BofA), BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) e Credit Suisse mantém recomendação de compra para o papel após a divulgação do resultado. 

O BofA tem a avaliação mais otimista entre as três, e aumentou o preço-alvo das ações da Hypera para 51 reais – o que representa um potencial de valorização (upside) superior a 45%. 

Em relatório, o banco destaca a força das recentes aquisições da empresa, que podem impulsionar o crescimento de vendas em até 28%. Neste primeiro trimestre de 2021, foi finalizado o processo de compra de 18 marcas da japonesa Takeda na América Latina, incluindo Neosaldina, Dramin e Eparema. Já a aquisição da família Buscopam ocorreu no segundo semestre de 2020.

As aquisições aumentaram o endividamento líquido da empresa, mas o BofA não vê isso como um problema. “Os aumentos de preços da indústria para 2021 serão em média de 7% a 8% para a Hypera, permitindo-lhe recuperar uma parte substancial da perda recente de margem bruta [causada pelas aquisições]”, afirmam os analistas.

Outro ponto positivo apontado para as recomendações de compra da ação foi o desempenho do sell-out (vendas diretas ao consumidor), que cresceu 11,5%, dois pontos percentuais acima da média do mercado farmacêutico. O resultado foi impulsionado pelo forte crescimento nos segmentos de genéricos, medicamentos de prescrição crônica e vitaminas.

Somando o crescimento em sell-out com as aquisições, analistas do BTG indicam um preço-alvo de 42 reais para as ações da Hypera, um upside de quase 20%. “A a Hypera é uma opção (junto com varejistas de alimentos) investidores que buscam exposição a mais resiliência no setor de consumo e varejo no curto prazo em meio a uma perspectiva mais volátil para ações de crescimento (growth)”, afirmam em relatório.

O Credit Suisse também reforça o forte ritmo de sell-out da Hypera, que, segundo o banco, já começa a colher os ganhos de escala com a compra do portfólio de varejo do Buscopan e da Takeda. Os analistas do banco estabeleceram um preço-alvo de 40 reais para os papéis da empresa, o que representa um ganho de 14% em relação ao preço atual.

“Apesar de ainda acharmos que o nível de contas a receber está além do necessário, a empresa não o expandiu recentemente. Continuamos acreditando na capacidade da empresa de gerar um fluxo de caixa saudável e estável no futuro, dada a sua diversificação em um mercado de varejo farmacêutico favorável”, destacam, em relatório, os analistas do Credit Suisse.

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Repórter especializada na cobertura de mercados. Formada pela ECA-USP, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM.


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