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Ações da Raízen disparam 7% na bolsa após oito bancos recomendarem compra

PUBLICADO EM: 13.9.21 | 13H10
ATUALIZAÇÃO: 13.9.21 | 13H14
Potencial de valorização dos papéis pode chegar a até 85% segundo analistas
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Foto: divulgação

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter de mercados, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM | beatriz.quesada@exame.com



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As ações da Raízen (RAIZ4) disparam 7,23% na bolsa, às 12h45, após analistas de oito bancos iniciarem cobertura para o ativo com recomendação positiva. A sucroalcooleira dos grupos Cosan (CSAN3) e Shell estreou na B3 há pouco mais de um mês no maior IPO do ano no Brasil.

A recomendação mais otimista é a do Bank of America, que vê a Raízen a 12 reais -- um potencial de valorização (upside) de 84,6% considerando o fechamento do pregão anterior, a 6,5 reais. A análise que estima a menor valorização para RAIZ4 é a do JP Morgan, que tem preço-alvo de 9 reais para o papel -- upside de 38%.

O maior diferencial da companhia, segundo os analistas, é o seu lugar de destaque no mercado de energia renovável. Líder mundial em biocombustíveis, a empresa tem a maior escala global em produção de etanol e é referência mundial na exploração do etanol de segunda geração, produzido a partir do rejeito da cana-de-açúcar.

Para os analistas do UBS, as ações não estão refletindo o potencial de crescimento da empresa. “Vemos o papel como uma rara oportunidade de investir em biocombustíveis avançados e energia renovável”, afirmam em relatório. 

Na avaliação do BTG Pactual, o Ebitda da Raízen proveniente de energias renováveis vai saltar dos 34% atuais para 50% nos próximos 10 anos. “Diversos mercados estão se tornando cada vez mais propensos a pagar mais por produtos que emitam menos gases de efeito estufa, como é o portfólio de baixo carbono da Raízen. O carbono se tornará uma nova commodity, e os biocombustíveis serão uma ferramenta para comercializá-los”, defendem os analistas. 

Já para o Credit Suisse reforça que o momento positivo dos mercados de açúcar e etanol é um ponto positivo tanto para a operação atual da empresa quanto para os financiamentos necessários para seu ambicioso plano de crescimento. 

A análise é compartilhada por analistas do Bank of America. Para o BofA, os resultados da Raízen devem melhorar consideravelmente nos próximos 2 a 3 anos, impulsionados por rendimentos mais elevados no mercado de cana-de-açúcar, preços mais altos das commodities no mercado internacional e ganhos de participação no mercado de combustíveis. 

Veja abaixo as recomendações para a ação:

  • Bank of America: compra, preço-alvo de R$ 12
  • BTG Pactual: compra, preço-alvo de R$ 11
  • Santander: compra, preço-alvo de R$ 11
  • Bradesco BBI: outperform, preço-alvo R$ 10
  • Credit Suisse: outperform, preço-alvo R$ 10
  • Scotiabank: outperform, preço-alvo de R$ 10
  • UBS: compra, preço-alvo de R$ 9,60
  • JPMorgan: overweight, preço-alvo de R$ 9

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
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