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Ações de varejo e construção despencam após inflação voltar a surpreender

PUBLICADO EM: 26.10.21 | 13H50
IPCA-15 sobe acima do esperado e reforça expectativas de políticas de juros mais duras

Inflação de agosto supera estimativas e derruba o preço das ações | Foto; Virojt Changyencham/Getty Images (Getty Images)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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As ações das principais varejistas e construtoras do país são negociadas em forte queda nesta terça-feira, 26, em meio ao ambiente negativo no mercado brasileiro, após a prévia da inflação ao consumidor (IPCA-15) sair acima do esperado. Divulgado nesta manhã, o IPCA-15 de outubro bateu 1,20%, acima da alta esperada de 0,97%, elevando a inflação anual de 10,05% para 10,34%.

Com o IPCA mais forte do que o esperado, crescem as expectativas sobre um endurecimento na política de juros do Banco Central. O dado foi o último referente à inflação ao consumidor antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira, 27. Na bolsa, os juros futuros de curto prazo, mais sensíveis à alta de preços, chegam a subir mais de 3% no início desta tarde, enquanto o Ibovespa cai 2%, na contramão do tom positivo dos índices de ações internacionais.

Na ponta negativa do Ibovespa, as ações das Americanas (AMER3) despencam 7,58%, enquanto a empresa de maquininhas Getnet (GETT11), também associada à atividade de varejo, cai 7,97%. Sua concorrente Cielo (CIEL3) cai 4,05%. Entre as maiores quedas do índice ainda estão Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3), com respectivas quedas de 3,81% e 4,30%.

As varejistas de vestuário também apresentam forte desvalorização, com Soma (SOMA3) caindo 6,14%, Lojas Renner (LREN3), 4,04%, C&A (CEAB3), 5,36%, Guararapes (GUAR3), 5,77%, Track & Field (TFCO4), 3,70% e Marisa (AMAR3), 6,43%.

Outro setor dependente de políticas de juros mais acomodatícias  o de construção civil, apresenta perdas de mais 7% na bolsa. Entre as ações do Ibovespa, a EzTec (EZTC3) lidera as quedas das construtoras, recuando 7,39%. Cyrela (CYRE3) cai 6,30%, MRV (MRVE3) 4,41%. De fora do índice, a Helbor (HBOR3) se desvaloriza 5,87%, Mitre (MTRE3), 5,73%, Direcional (DIRR3), 6,44% e Even (EVEN3) 6,36%.

 

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