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Além da CSN Mineração: como se saíram os 15 IPOs de 2021 até agora

PUBLICADO EM: 18.2.21 | 16H53
ATUALIZAÇÃO: 18.2.21 | 21H59
A ação da CSN Mineração subiu 6% na estreia na B3; a melhor estreia foi da Mosaico, que teve alta de 97% no primeiro pregão, seguido da Mobly, com 26%

Ambiente de negociação da B3: 2021 começa com volume elevado de ofertas públicas iniciais

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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Neste um mês e meio de 2021, a B3 já contabiliza 15 IPOs. Nesta quinta-feira, 22, foi a estreia de um dos mais aguardados, o da CSN Mineração (CMIN3): as ações chegaram a disparar quase 10% no seu primeiro dia de negociação na B3, antes de fechar com avanço de 5,9%. A companhia -- segunda maior mineradora do país (perdendo apenas para a Vale) -- levantou 5,2 bilhões de reais com a oferta, a maior do ano até o momento

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Do total movimentado pela CSN Mineração, um terço (1,37 bilhão de reais) veio da sua oferta primária, em que os recursos vão para o caixa da empresa. O restante (3,85 bilhões de reais) com a oferta secundária, em que os acionistas vendem suas ações. 

Segundo a companhia, os recursos levantados com a oferta primária serão destinados para execução de seus projetos de expansão -- como projeto Itabirito P15 e os projetos de recuperação de Rejeitos de Barragens Pires e Casa de Pedra. 

No embalo do IPO da CSN Mineração, a sua controladora CSN (CSNA3) viu seus papéis subirem também 9% nesta manhã, mas amenizaram os ganhos e fecharam com ganho de 1,12%. Antes do IPO, a CSN possuía quase 90% da CSN Mineração; agora, a participação é de cerca de 77%. 

E como se saíram os demais IPOs de 2021?

Apesar da forte alta de CMIN3 hoje, as ações da Mosaico (MOSI3), dona dos sites de comparação de preços Buscapé, Bondfaro e Zoom, seguem com o posto de maior valorização em um primeiro dia de negociação entre os IPOs realizados neste ano na B3: uma disparada de 97% em sua estreia.

A sua estreia, no dia 5 de fevereiro, foi também a melhor em pelo menos uma década. No entanto, depois de quase dobrarem de tamanho, os papéis da companhia entraram em movimento de realização de lucros no mercado. Ainda assim, acumulam ganhos de 48% até o momento.

Do outro lado, as ações da Focus Energia (POWE3) tiveram o pior primeiro dia entre as ofertas de 2021, com queda de 13% em sua estreia, que ocorreu no dia 8 de fevereiro. De lá para cá, caem 14%. Já na variação acumulada desde a estreia, o pior IPO em termos de desempenho é o da Westwing (WEST3), cujas ações começaram a ser negociadas na Bolsa no dia 11 deste mês e recuam 16%. Na estreia, marcaram desvalorização de 8%.

No total, as 15 empresas movimentaram 21,15 bilhões de reais com seus IPOs, sendo 12,22 bilhões com oferta primária. Duas delas foram ofertas restritas, voltadas apenas a investidores institucionais e qualificados.

A HBR Realty (HBRB3) foi a única delas que realizou somente oferta primária no IPO, levantando 729,6 milhões de reais. Na sequência, a Bemobi (BMOB3) e a Cruzeiro do Sul (CSED3) tiveram o maior percentual destinado à oferta primária em relação ao total do volume movimentado (87%). Já a CSN Mineração teve a menor fatia, de 26%, ou 1,37 bilhão de reais.

Veja abaixo o raio-X dos 15 IPOs de 2021 até o momento:

 

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Paula Barra

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