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ECONOMIA

Alta do juro em março ou maio? Mercado se divide e aguarda novos dados

PUBLICADO EM: 17.2.21 | 6H10
ATUALIZAÇÃO: 17.2.21 | 11H08
Volta da negociação dos contratos de juros futuros e a divulgação do Boletim Focus vão dar sinais sobre as expectativas do mercado para o aumento da taxa Selic
Edifício-Sede do Banco Central do Brasil em Brasília

(Marcello Casal JrAgência Brasil)

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Da Redação

Repórter da Exame



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O mercado financeiro doméstico volta do feriado de Carnaval nesta quarta-feira de Cinzas a partir das 13h, com a reabertura dos negócios na B3. Mas, uma hora antes, o noticiário já começa a ser ocupado com a divulgação do Boletim Focus, com as projeções atualizadas do mercado para a economia brasileira em 2021 e 2022.

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Analistas e investidores estarão atentos em especial às estimativas para a inflação e para a taxa básica de juros ao fim deste ano e do próximo. Junto com a volta da negociação dos contratos de juros futuros, ambos os "eventos" vão fornecer subsídios sobre a visão e as expectativas do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 2% ao ano.

O mercado estava construindo um consenso sobre a elevação da taxa já na próxima reunião do Copom (o Comitê de Política Monetária) nos dias 16 e 17 de março, por causa tanto do comunicado da última reunião como da ata da mesma. Mas declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na última quinta, abriram margem para a interpretação de que o colegiado pode esperar por mais informações antes de elevar a Selic.

Além disso, na última semana houve também a divulgação do IPCA de janeiro, que revelou que a inflação ao consumidor subiu menos do que o esperado. Novas informações sobre a volta do auxílio-emergencial e da forma como o governo vai bancar essas despesas também são aguardadas por investidores e pelos integrantes do Copom.

Para o ex-diretor de Política Monetária do BC Luiz Fernando Figueiredo, o mercado superestima a alta para a Selic, segundo afirmou à Bloomberg. Figueiredo, CEO e sócio-fundador da gestora Mauá Capital, disse que o BC se tornou "data dependent", o que significa que vai aguardar novos dados antes de definir os rumos da política monetária.

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