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ESG

As 10 empresas da Bolsa que têm mais mulheres em conselhos

PUBLICADO EM: 2.10.21 | 12H30
ATUALIZAÇÃO: 2.10.21 | 12H31
Enjoei, Banco BMG e Lojas Marisa estão entre as companhias com maior número de mulheres no conselho

Imagem da Editoria Exame Invest
Marília Almeida

Repórter de Invest marilia.almeida@exame.com



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No ranking de maior representatividade feminina entre as ações listadas na B3, a Enjoei (ENJU3) lidera com 60% de seu conselho formado por mulheres, seguida pelo Banco BMG (BMGB4) e Lojas Marisa (AMAR3), com 50% cada, respectivamente. É o que aponta ranking do Nu invest em parceria com a Teva Indices, empresa que desenvolve índices para ETFs brasileiros.

As três empresas são acompanhadas por Sequoia (SEQL3) e Tim (TIMS3), com 43% e 40%, respectivamente, do conselho formado por mulheres.

Completam o ranking das dez primeiras colocadas Vivara (VIVA3) (40%), Guararapes (GUAR3) (40%), Aeris (AERI3) (40%), Magazine Luiza (MGLU3) (38%) e Banco do Brasil (BBAS3) (38%).

As companhias listadas no estudo têm entre duas e quatro mulheres em cada conselho e os resultados são referentes ao mês de setembro. O critério de desempate no estudo é o de maior capitalização de mercado.

Tendência ESG

A presença feminina nos conselhos de administração vem crescendo. Além de um quadro mais diverso e o benefício que essa estratégia traz para a gestão do negócio, a presença feminina também auxilia as empresas a buscarem uma avaliação melhor dentro dos critérios ESG, que começam a balizar o valor das companhias de capital aberto no mercado.

Contudo ainda são poucas as companhias que enxergam os benefícios de trabalhar pela igualdade de gênero dentro dos conselhos.

De acordo com estudo da Teva Indices de agosto, as mulheres ocupavam apenas 14,4% dos assentos nos conselhos de administração, ou 329 assentos contra 1.952 ocupados por homens. Além disso, em 38,14% das empresas, ainda não há nenhuma mulher nesse órgão de governança.

Metodologia

Entre os critérios para a seleção das empresas para o ranking estão o limite mínimo de 1% de ações em circulação (ou free float), capitalização de mercado mínima de R$ 300 milhões e volume de negociação no mês de referência superior a R$ 20 milhões.

O ranking também considera apenas cargos efetivos, exclui empresas em recuperação judicial ou extrajudicial e aquelas que não estejam em dia com informes regulatórios.

A Teva Indices utiliza ciência de dados e inteligência artificial para elaborar o estudo de diversidade e índices financeiros ESG, que incluem, portanto, assuntos relacionados a gênero. Mais dados de diversidade de gênero na governança das empresas podem ser vistos no site.

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Marília Almeida

Repórter de Invest marilia.almeida@exame.com


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