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Bancos realizam leilão de 300 imóveis com descontos de até 45%

PUBLICADO EM: 9.12.20 | 14H23
ATUALIZAÇÃO: 9.12.20 | 14H44
Os imóveis que serão leiloados foram recuperados de financiamentos pelos bancos e a maioria está localizada no estado de São Paulo

Imóveis: somente a Caixa irá leiloar 119 imóveis localizados no estado de São Paulo (Sato Leilões)

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame



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Os bancos Caixa, Santander, Itaú, Bradesco e Tribanco realizam até o final do mês leilões de imóveis recuperados de financiamento. São cerca de 300 imóveis (casas, apartamentos, terrenos e salas comerciais) localizados em vários estados. 

A Caixa irá leiloar 119 imóveis no dia 16 de dezembro. Segundo a leiloeira Sodré Santoro, as propriedades estão localizadas em diferentes partes de São Paulo, como na capital e no litoral. Entre os imóveis em destaque está uma cobertura na cidade do Guarujá, com 177 metros quadrados de área privativa e lance inicial no valor de 416.000 reais, 35% abaixo do valor. Segundo a leiloeira, os valores e os descontos aplicados diferem de acordo com a localização do imóvel e condição em que ele se encontra. Além do mais, vários contam com opções de financiamento e uso do FGTS.  

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O Itaú irá leiloar 50 imóveis nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Pernambuco, Maranhão e Bahia. Todos os lotes têm 10% de desconto no pagamento à vista e parcelamento de até 78 vezes. Entre os imóveis em destaque está um apartamento na capital paulista de 249,87 metros quadrados de área total e lance inicial de 591.800 reais. 

O leilão do Itaú será realizado pela Biasi Leilões. A leiloeira organiza ainda neste mês os leilões da Rodobens e do Tribanco. A Rodobens levará 17 lotes a certame nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Mato Grosso, Rondônia e Sergipe. Entre os destaques está um apartamento no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, de 143,630 m² e lance inicial de 1,4 milhão de reais. O pregão deste imóvel começa às 10h30 do dia 16. No dia 21 acontece o último leilão do consórcio deste mês, com 11 lotes em disputa.  

Já o Tribanco levará a certame, no dia 18, outros 11 imóveis residenciais e comerciais, nos estados da Bahia, Pará, Pernambuco, Minas Gerais, Paraíba e Ceará. O pagamento poderá ser parcelado em até 36 vezes e o leilão será exclusivamente online. 

O Bradesco irá leiloar 70 imóveis em uma campanha denominada “ofertas especiais”. Os valores das propriedades são a partir  de 9.000 reais. Além disso, o comprador  conta com benefício da leiloeira Zukerman na desocupação da propriedade. 

Por fim, o Santander irá leiloar 13 imóveis no dia 15 de dezembro. Segundo informações da leiloeira Frazão Leilões, os lotes estão localizados em Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Entre os destaques está um apartamento em Contagem (MG) com 106,67 metros quadrados de área privativa e lance inicial de 230.000 reais. 

Os interessados em participar dos leilões devem entrar no site das leiloeiras responsáveis e fazer o cadastro para participar. Lá também é possível analisar o edital do leilão, a situação do imóvel e a forma de pagamento.

Cuidados ao comprar um imóvel

Apesar de os descontos serem atrativos, antes de comprar um imóvel em um leilão é necessário tomar alguns cuidados. O primeiro é optar por imóveis que estejam desocupados, já que muitas vezes a saída do morador da casa arrematada pode ser discutida na Justiça, mesmo o comprador tendo em mãos uma carta de arrematação que permite solicitar a desocupação. Para ir à Justiça, o comprador do imóvel precisará contratar um advogado e precisar de uma dose de paciência, já que a data de desocupação pode demorar mais do que o esperado. 

Outra dica importante é pesquisar se o imóvel tem outras dívidas, como IPTU e taxas que deixaram de ser pagas pelo antigo morador. Os pagamentos desses débitos serão de responsabilidade do comprador. Vale lembrar que a compra de um imóvel implica arcar com o pagamento de outras despesas, como a taxa de registro em cartório, o imposto sobre a transmissão de bens imóveis (ITBI). 

É fundamental também avaliar a forma de pagamento do imóvel determinada no edital do leilão. Muitos leilões não permitem, por exemplo, a utilização do FGTS no pagamento do imóvel arrematado. Também é necessário pagar ao leiloeiro uma comissão adicional de 5% do valor do lance no ato da arrematação. Por outro lado, muitas vezes é possível obter descontos de até 10% se o pagamento for feito à vista. Em geral, é necessário arcar com um sinal correspondente a 30% do valor do imóvel e o saldo devedor pode ser dividido em diversas parcelas. Alguns leilões permitem o financiamento da dívida, mas é necessário contratar o empréstimo com antecedência.

Por fim, verifique no edital a descrição das condições de venda, o estado de conservação, a forma de pagamento, o preço mínimo, a comissão do leiloeiro, os impostos e o modelo de contrato que será assinado pelas partes.

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

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