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BB Seguridade dobra participação de fundos multimercados em previdência

PUBLICADO EM: 5.5.21 | 6H04
ATUALIZAÇÃO: 5.5.21 | 11H03
Diante do cenário de juros baixos, a empresa de previdência e seguros aumentou de 7,5% para 14,3% a participação dos fundos multimercados no portfólio de aposentadoria
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BB Seguridade: receitas da empresa avançaram 10% no primeiro trimeste, impulsionadas pela administração de fundos

Foto de Bianca Alvarenga da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Bianca Alvarenga

Repórter especializada em finanças pessoais e investimentos, passou pelas redações de Veja, Folha de S. Paulo e 6 Minutos.



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O cenário de juros baixos é desafiador não só para os investidores. Gestores de patrimônio também precisam encontrar formas de driblar a queda na rentabilidade para preservar parte das receitas com a administração dos fundos.

Com juros na casa dos 2% ao ano, cobrar taxa de administração em fundos de renda fixarenda fixa tornou-se uma tarefa difícil. Isso porque, até pouco tempo atrás, 2% era o padrão mínimo de taxa dos grandes fundos de previdência. Mantido esse cenário, a equação de retorno ficaria no zero a zero.

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Em um primeiro momento as gestoras enxugaram as tarifas, mas o cenário permanente de juros baixos mostrou que gerar receitas no médio e longo prazo será difícil. O jeito foi buscar aumentar a rentabilidade dos fundos.

Para a BB Seguridade (BBSE3), uma das maiores gestoras de seguros e de previdência do país, a solução foi migrar os clientes para os fundos multimercados. Embora a maioria dos fundos de aposentadoria esteja concentrada em renda fixa -- e na BB Seguridade isso não é diferente --, a estratégia está rendendo frutos para a empresa.

De acordo com os dados operacionais divulgados nesta semana, a empresa registrou um aumento de 5,1% nas receitas com a gestão de fundos no primeiro trimestre de 2021. As receitas totais no período avançaram 10,7%, quando comparado com o mesmo período do ano passado.

"A taxa de juros em patamar muito baixo nos deu a oportunidade de buscar crescimento de maior valor agregado, ofertando mais esse tipo de produto. Não temos mais juros de 14% no país, não existe mais o cenário em que o cliente poderia ficar exclusivamente em renda fixa e ter o dinheiro valorizando", contou à EXAME Invest Marcio Hamilton, presidente da BB Seguridade.

No último ano, a participação dos fundos multimercados no portfólio de previdência da empresa aumentou de 7,5% para 14,3% do total. A renda fixa continua tendo maior espaço, portanto, mas o executivo defende que o aumento da oferta de fundos de maior rentabilidade oferece benefício para a empresa e para o investidor.

Além de estimular a migração de parte dos recursos da renda fixa, a BB Seguridade investiu em outros produtos. No ano passado, a empresa lançou uma plataforma aberta com fundos de outras gestoras. A modalidade angarou mais de 4 bilhões de reais em recursos até agora, de acordo com a empresa.

Seguros

Enquanto o braço de previdência cresceu no primeiro trimestre, o segmento de seguros foi afetado pela segunda onda de covid-19 no Brasil.

A piora no número de casos e mortes por coronavírus aumentou a sinistralidade da BB Seguridade em 8 pontos percentuais no primeiro trimestre, para 37,8%.

"Apesar de o prêmio de seguros ter crescido 7,3%, pagamos cerca de 80 milhões de reais em indenizações por mortes causadas pelo novo coronavírus somente nos primeiros três meses de 2021", explica Hamilton.

Privatização

O maior acionista da BB Seguridade é o Banco do Brasil (BBAS3), com 66% das ações da companhia. As discussões de privatização do banco fizeram com que a empresa de previdência, seguros e capitalização figurasse em uma lista de participações a serem vendidas pelo governo federal ainda em 2019.

Mas assim como a venda do próprio banco-controlador, o processo para a privatização da BB Seguridade parece estar na geladeira.

"Não há discussão sobre venda de participação no mercado", garantiu o presidente da empresa.

No entanto, o IPO da "prima" Caixa Seguridade é um sinal de que o assunto não está morto e enterrado, principalmente diante da necessidade do governo de gerar recursos. Perguntado sobre a influência da capitalização da concorrente da Caixa, Hamilton garantiu que vê a competição como algo "saudável".

"Ter concorrência é sempre saudável. Aqui, continuaremos focados nos nossos processos e em oferecer mais produtos que atendam necessidades dos nossos clientes", afirmou o presidente da BB Seguridade.

Sobre o desempenho esperado para o ano, Hamilton evitou trabalhar com projeções numéricas, limitando-se a dizer que a expectativa é que o avanço da vacinação impacte positivamente os negócios da companhia.

"Nosso objetivo maior continua a ser o fortalecimento do resultado operacional. Isso robustece a resiliência do negócio em tempos mais difíceis", diz o executivo.

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