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BDR: Entenda o que é e saiba como investir no exterior pela B3

PUBLICADO EM: 14.12.20 | 10H00
ATUALIZAÇÃO: 22.12.20 | 14H53
Os BDRs podem representar uma proteção para o investidor, já que ao investir no mercado internacional você diminui os riscos de sua carteira
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Bolsa de Valores: número de investidores em BDRs saltou de 50 mil, em outubro, para quase 100 mil em novembro

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Juliano Passaro

Repórter da Exame



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Se você já pensou em investir fora do Brasil, mas desistiu por causa das dificuldades a cerca de toda burocracia envolvida, os BDRs podem mudar sua maneira de pensar.

O que são BDRs?

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts, na sigla em inglês) são certificados que podem ser classificados como o espelho de uma ação, de um título de dívida corporativa ou de um ETF (Exchange Traded Funds - fundo de índice) nos EUA, Europa, China, etc.

Estes certificados de depósito no Brasil podem ser emitidos tanto por bancos, agentes originadores, quanto pelas próprias companhias estrangeiras que desejam ofertar os certificados na bolsa de valores brasileira. Ao todo, são 671 BDRs negociados na B3.

Quais são os tipos de BDRs?

Os BDRs criados pelos bancos são conhecidos como não-patrocinados e são, na verdade, um produto oferecido pelo banco que leva o nome daquela empresa, como uma espécie de um fundo de apenas uma ação. Este tipo de BDR não depende da autorização ou de um acordo com a companhia que emitiu as ações.

Nos BDRs não patrocinados, a instituição financeira no Brasil adquire as ações no exterior, e as mantêm em custódia em um banco estrangeiro, garantindo o lastro dos BDRs, e bloqueando as ações fora do Brasil enquanto durar o programa de BDRs. Vale destacar que este tipo é a maioria absoluta dos BDRs negociados hoje no país.

Já os BDRs patrocinados são emitidos pelas próprias empresas, e não dependem do agente originador. Ou seja, a empresa toma a frente com o intuito de diversificar sua base de acionistas e ter suas ações listadas em outros países. Ao comprar um BDR não-patrocinado, você se torna detentor de um certificado, um recibo, que replica determinada ativo estrangeiro.

Quem tem a posse da ação ou do título de dívida é a instituição depositária, isto é, o banco que criou o BDR. O agente depositário fica responsável por acompanhar os dividendos que poderão ser distribuídos aos investidores de um determinado BDR, além dos relatórios financeiros da empresa e seus fatos relevantes. É importante destacar que ao adquirir um BDR, o investidor passa a ter um ativo com lastro internacional e não o papel em si da empresa escolhida.

Os BDRs possuem riscos?

Sim! Por representarem fatias de empresas, cotas de fundos ou instrumentos de dívida, os BDRs não estão livres de riscos. Além de dependerem do negócio específico daquela ação, os BDRs também oscilam de acordo com a fase política-econômica do seu país de origem e com a taxa de câmbio. Ou seja, a valorização do dólar ou do euro frente ao real aumenta a cotação do BDR, e o contrário também é válido. Se o real valoriza, os BDRs caem de preço.

Apesar do risco, os BDRs também podem representar uma proteção para o investidor. Isso porque, investindo no mercado internacional, você pode diminuir os riscos de sua carteira, pois estará realizando aportes em ativos que estão ligados a economia de outro país e negócios que, muitas vezes, não existem no Brasil.

Assim como qualquer ativo negociado em bolsa, os BDRs operam no mercado sob um ticker específico, composto por 4 letras e dois números. O BDR da Tesla, por exemplo, opera sob o ticker TSLA34. De acordo com especialistas em BDRs, a grande vantagem de se investir nesses certificados é a menor burocracia em relação ao investimento diretamente fora do país e, também, a facilidade em diversificar ainda mais sua carteira.

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Juliano Passaro

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