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Black Fraude: pesquisa mostra aumento de preços na véspera da Black Friday

PUBLICADO EM: 24.11.20 | 18H09
ATUALIZAÇÃO: 24.11.20 | 19H37
Algumas lojas reajustaram os preços nas últimas semanas para produzir falsos descontos maiores; consumidor deve ficar atento
São Paulo - Movimento no comércio da rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, durante o Black Friday (Rovena Rosa/Agência Brasil)

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

Foto de Bianca Alvarenga da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Bianca Alvarenga

Repórter especializada em finanças pessoais e investimentos, passou pelas redações de Veja, Folha de S. Paulo e 6 Minutos.



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Black Friday ou Black Fraude? No evento de compras mais importante do ano, o que não faltam são consumidores relatando manipulações de preços de produtos para simular descontos maiores. A má notícia é que em 2020 não deve ser diferente. Embora a Black Friday comece oficialmente na sexta-feira, 27, a maior parte dos lojistas já começou suas campanhas de vendas. Mas as variações dos preços já mostram que é muito importante que o consumidor fique de olho nos custos, para não acabar caindo em uma promoção fake.

Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar) mostrou que alguns produtos ficaram até 70% mais caros, em relação ao preço registrado em junho deste ano. Nos últimos meses, o instituto acompanhou os valores de 6.500 itens de 30 categorias diferentes. Dessas 30 categorias, 27 registraram reajustes de mais de dois dígitos desde o meio do ano.

Entre os produtos que ficaram mais caros estão: home theater (+69,6%), freezer (+63,5%), ventilador (+46,3%) e micro-ondas (+46%).

Veja abaixo quais produtos subiram mais desde junho:

ProdutoVariação no preço
Home theater+69,6%
Freezer+63,5%
Ventilador+46,3%
Micro-ondas+46,0%
Câmeras e filmadoras+43,7%
Videogame+34,7%
Coifas e depuradores+34,7%
Jogos+30,0%
Forno+29,6%

Efeito pandemia ou Black Fraude?

A pandemia do coronavírus causou uma escassez de insumos para a maioria das indústrias. Por causa do aumento de mais de 30% no dólar, os componentes importados também ficaram mais caros. A combinação desses dois fatores causou um reajuste de preços em grande parte dos produtos vendidos no Brasil — desde material de construção até eletrônicos.

No entanto, o acompanhamento de preços do Ibevar revelou que grande parte dos reajustes foi feita justamente na primeira quinzena de novembro, na véspera da Black Friday. Os aparelhos home theater ficaram quase 33% mais caros entre o final de outubro e o dia 15 de novembro. Os micro-ondas subiram 22,8% nesse período, e os liquidificadores tiveram alta de 18,1%.

Veja quais produtos tiveram as maiores altas na véspera da Black Friday:

ProdutoVariação na véspera da Black Friday
Home theater+32,9%
Micro-ondas+22,8%
Liquidificador+18,1%
Tablet+17,6%
Forno+14,8%
Projetores+14,0%
Fogão+12,7%
Purificador de água+12,6%
Aspirador de pó+12,1%

"O consumidor precisa ter muita atenção na compra dos produtos na Black Friday, verificando atentamente se de fato trata-se de uma promoção real, uma vez que os reajustes foram muito pronunciados principalmente na primeira quinzena de novembro", observa o Ibevar, na pesquisa.

A melhor dica para comprar bem na Black Friday é utilizar as ferramentas de comparação de histórico de preços, para saber se aquele descontão é real ou se o preço foi inflado antes da Black Friday. Além disso, os consumidores que estão comprando nos últimos dias antes do evento oficial de vendas devem ter atenção redobrada, para não acabar comprando mais caro do que antes da Black Friday.

Foto de Bianca Alvarenga da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Bianca Alvarenga

Repórter especializada em finanças pessoais e investimentos, passou pelas redações de Veja, Folha de S. Paulo e 6 Minutos.


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