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ESG

Black Money lança cartão de crédito que apoia causa antirracista

PUBLICADO EM: 29.6.21 | 17H23
ATUALIZAÇÃO: 29.6.21 | 17H39
Movimento lança plástico com anuidade zero e bandeira Visa em parceria com a Credicard
Nina Silva, fundadora do Black Money, com o cartão de crédito do movimento

Nina Silva, fundadora do Black Money: cartão apoia micrompreendedores que não vendem pela internet e tiveram orçamento reduzido na pandemia

Imagem da Editoria Exame Invest
Marília Almeida

Repórter de Invest marilia.almeida@exame.com



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O Movimento Black Money fez uma parceria com a Credicard para emitir cartões de crédito que visam apoiar o antirracismo e a inclusão racial.

Ao adquirir o Credicard On MBM, além de ter anuidade zero e receber os benefícios da rede Visa, o usuário também ajudará a alavancar pequenos afroempreendedores, através de programas educacionais e desenvolvimento de novas tecnologias.

O plástico permite apoiar e manter projetos como o Impactando Vidas Pretas, iniciativa de transferência de renda cujo objetivo é atender famílias negras lideradas por mães solos e afroempreendedores.

Além disso, na loja de benefícios do app, é possível ter acesso às mais de 1.000 lojas dos afroempreendedores do Shopping Virtual – Mercado Black Money.

“Oitenta e cinco por cento dos nano e microempreendedores negros de nossa rede declararam que não vendem pela internet e que tiveram o faturamento reduzido a menos de 500 reais por mês durante a pandemia. Esses estabelecimentos são a fonte principal de sua renda familiar”, contou Nina Silva, do CEO do Black Money.

O que é o Movimento Black Money

O objetivo do Movimento Black Money é promover o empreendedorismo de afrodescendentes e apoiar profissionais negros. Fundado por Nina Silva e Alan Soares em 2017, ele pode ser definido como um hub de inovação para a comunidade negra que atua em três pilares: educação, comunicação e serviços financeiros.

Uma de suas principais iniciativas é o Mercado Black Money do qual participam mais de 1.000 lojistas negros. Além de poderem digitalizar seus negócios, sem cobrança de mensalidade, os afroempreendedores contam com a audiência mensal de mais de 100.000 pessoas, oferecendo conteúdos em diversas áreas como marketing digital, finanças, inovação e vendas.

O projeto de empoderamento promovido pelo Black Money é protagonizado por negros, mas consumidores de outras raças que lutam pela causa antirracista também podem apoiar a iniciativa. "Ao longo de nossa jornada percebemos que há muitos brasileiros desejando combater o racismo através do apoio a negócios negros, mas não sabiam como encontrar esses afroempreendedores. Por isso trabalhamos para desenvolver essa solução” diz Alan Soares.

Os afrodescendentes são 56% da população brasileira, 53% dos micro e pequenos empreendedores, 75% dos 10% mais pobres e 67% dos desempregados. Apesar de terem o crédito três vezes mais negado nas instituições bancárias tradicionais, segundo levantamento da Small Business Administration, os negros movimentam uma renda própria de cerca 1,9 trilhão de reais por ano.

A dificuldade econômica, de possuir o crédito negado três vezes mais em comparação ao empreendedor branco nas mesmas condições, é algo que o hub de inovação deseja mitigar.

O empreendedorismo negro já soma 14 milhões de homens e mulheres.

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Marília Almeida

Repórter de Invest marilia.almeida@exame.com


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