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Bradesco salta 3% após balanço supreender; Méliuz dispara 33% em 6 dias

PUBLICADO EM: 4.2.21 | 12H13
ATUALIZAÇÃO: 4.2.21 | 22H28
Confira os principais destaques de ações desta quinta-feira
Bradesco

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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As ações ordinárias e preferenciais do Bradesco (BBDC3; BBDC4) subiram 3,07% e 3,01%, respectivamente, e apareceram entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira, 4. O banco reportou lucro recorrente de 6,8 bilhões de reais no quarto trimestre, alta de 2,3% frente ao mesmo período de 2019 e acima das projeções de lucro de 5,54 bilhões dos analistas consultados pela Refinitiv.

A rentabilidade sobre o patrimônio, que mede como um banco remunera seu acionista, caiu 1,2 ponto percentual, para 20%, mas ficou muito acima da previsão média de analistas, de 16,1%. 

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A provisão para perdas esperadas com calotes no trimestre, de 4,568 bilhões de reais, foi 14,7% maior ano a ano. Porém, o índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,2%, queda sequencial de 0,1 ponto e recuo de 1,1 ponto no ano a ano.

Os analistas do BTG Pactual classificaram o Bradesco como sua nova ação preferida ("top pick") no universo dos grandes bancos (o Itaú também tem recomendação de compra pelo BTG), diante de resultados melhores do que o esperado e projeções positivas para 2021.

A EXAME Research também elevou a recomendação do banco de manutenção para compra do banco, assim como o preço-alvo, que passou de 29,90 reais para 32,62 reais para os papéis PNs, o que implica um potencial de valorização de 29,2% frente ao fechamento de ontem.

O estrategista-chefe da Guide Investimentos, Luis Sales, diz que o Bradesco surpreendeu o mercado com seus números, com destaque para o lucro líquido, que superou o patamar atingido no mesmo período em 2019, e o forte crescimento da carteira de crédito, especialmente no segmento de pessoa física.

Para os próximos meses, ele comenta que é preciso acompanhar a evolução do resultado das operações de seguros, previdências e capitalização, assim como a capacidade de sustentação dos resultados apresentados, com manutenção do crescimento da carteira de crédito. Mas, no geral, aponta que os números foram bastante positivos para o banco.

Vale

As ações da Vale (VALE3), que ficaram interrompidas na B3 por 34 minutos, das 10h21 às 10h55, nesta sessão, retomaram as negociações com alta de cerca de 2%, mas viraram para o negativo pouco depois em meio à piora do mercado. Os papéis da mineradora fecharam em baixa de 1,26%, em 89,29 reais. A companhia informou nesta manhã que pagará 37,7 bilhões de reais ao governo de Minas Gerais em acordo por Brumadinho. Antes de serem suspensos, na cotação das 10h21, os papéis marcavam valorização de 1,76%, em 92,02 reais.

Ainda no radar da companhia, os papéis da mineradora reagem nesta sessão também ao dia positivo para o minério de ferro e relatório de produção do quarto trimestre reportado pela empresa ontem, após o fechamento do pregão. Veja mais aqui.

Méliuz

Fora do Ibovespa, as ações da Méliuz (CASH3), que ingressou na B3 no começo de novembro do ano passado, voltaram a subir forte, registrando o sexto pregão seguido no positivo. Nesse período, acumulam ganhos de 33%, sendo que, só nesta sessão, a valorização foi de 5,08%. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 11,3%.

Ontem, os analistas do Bradesco BBI reforçaram, em relatório, sua recomendação de compra para as ações e as elegeram como suas favoritas dentro de um universo de 26 papéis e três setores (tecnologia, saúde e educação). Eles também elevou preço-alvo da ação em 110%, passando de 20,00 reais para 42,00. A nova meta implica um potencial de valorização de 29,4% frente ao fechamento de ontem.

Os analistas comentam que acreditam que a companhia vai surpreender positivamente o mercado em 2021 em termos de crescimento de receita. Eles elevaram a projeção de crescimento de 57% da receita este ano para 67% na comparação anual, com base no avanço de 5,3 milhões na base de clientes ativos da companhia em 2020, maior do que a expectativa de 3,3 milhões. Para 2021, agora eles projetam que a base de clientes ativos alcance 8,6 milhões, o que anteriormente acreditavam que fosse ocorrer somente em 2023.

Além disso, eles comentam que a empresa acabou de levantar cerca de R$ 300 milhões com seu IPO, recurso que será usado para aumentar sua equipe junto com um aumento nas despesas de marketing e aquisições, o que deve gerar mais crescimento.

No ano, os papéis da Méliuz já dobraram de valor, com alta até o momento de 139%, e, desde a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), sobem mais de 200%.

Estreia na B3

As ações da Intelbras (INTB3) dispararam 25,3%, em 19,74 reais, em dia de sua estreia na B3, após precificar sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) em 15,75 reais por papel, um pouco acima do piso da faixa indicativa, que ia de 15,25 reais a 19,25 reais. Na máxima do dia, os papéis atingiram alta de 29,1%, sendo cotados em 20,34 reais.

Com a operação, a empresa captou 1,3 bilhão de reais. Na oferta, foram negociadas 46 milhões de ações primárias e 26 milhões de ações secundárias. Um percentual de 55,55% do dinheiro levantado (724,5 milhões de reais) será destinado para os cofres da empresa, enquanto o restante vai para os próprios acionistas.

Segundo a empresa, o montante será usado para expandir seu crescimento inorgânico, aumentar a capacidade produtiva e impulsionar sua área de serviços de locação de produtos fabricados pela companhia. Parte do dinheiro também será destinada para a criação de mais canais de vendas e de varejo.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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