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Levy destoa do consenso, cita commodities e se diz otimista para 2021

PUBLICADO EM: 18.11.20 | 18H39
ATUALIZAÇÃO: 18.11.20 | 20H05
Embora esteja animado com o futuro do país, Joaquim Levy classifica como “essencial” começar 2021 com o Orçamento aprovado

Joaquim Levy: ex-ministro da Fazenda e diretor de estratégia econômica do Safra (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Enquanto a crise fiscal brasileira tem levado muitos investidores a buscar alternativas no exterior e tirado o sono de alguns gestores, Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda e atual diretor de estratégia econômica do banco Safra, está otimista com o rumo do país. “Acredito que é um bom momento para o Brasil – e essa também é a visão do Safra. Vamos continuar investindo no Brasil, e muito.” As declarações foram feitas no Fórum GRI de Fundos Imobiliários, em São Paulo, o maior evento do setor, que tem parceria com a EXAME.

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Apesar de avaliar que o país deve se recuperar da delicada situação fiscal -- o endividamento deve chegar ao equivalente a 100% do PIB no fim deste ano --, Levy afirma que a indecisão sobre o Orçamento da União no próximo ano tem que ser resolvida com urgência. “É essencial começar 2021 com a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) aprovada, para o país ter um orçamento disciplinado no ano que vem e permanecer no teto [de gastos]”, afirma. “O fiscal é uma parte fundamental para manter a saúde da economia como um todo.”

O ex-ministro da Fazenda, por outro lado, acredita que foi uma decisão acertada do governo ter adotado os estímulos no início da pandemia. “Tanto os gastos públicos como as ações do Banco Central foram importantes para evitar a quebradeira, um efeito dominó. Com pessoas e empresas entrando na inadimplência, fica tudo mais difícil. A questão é como se preparar para o dia seguinte”, disse.

Ainda que veja a possibilidade de o país perder o controle da dívida pública, caso “deixe a coisa rolar”, o ex-ministro deposita sua esperança no histórico recente do país. “O Brasil não gosta de brincar perto do precipício. Felizmente não temos esse hábito.”

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Para Levy, o setor de commodities deve seguir “muito forte”, sendo favorecido pelo câmbio desvalorizado e a forte demanda da China. “Pouco se fala do exportador e do setor agropecuário, que estão indo extremamente bem, com aumento de receita na ordem de 200 bilhões de reais ou mais. Isso começa a se espalhar para o resto da economia. [Esse efeito] deve persistir no ano que vem e ao longo do tempo.”

Levy também disse que a “nova globalização” deve colocar o Brasil em uma situação favorável, com a busca de outros países por novos fornecedores. “Nós, com o câmbio mais competitivo, temos que ter ambição para fazer isso. Dá para ser otimista. Às vezes até me entusiasmo com as expectativas.”


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