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BTG aponta 3 motivos para comprar Braskem, a ação que mais sobe no ano

PUBLICADO EM: 18.8.21 | 12H32
ATUALIZAÇÃO: 18.8.21 | 12H46
Mesmo com forte arrancada de três dígitos em 2021, o banco vê os papéis BRKM5 em ponto de entrada interessante e eleva o preço-alvo para R$ 70,00
Braskem

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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Com alta de três dígitos no ano, as ações da Braskem (BRKM5) lideram os ganhos do Ibovespa até o momento no período, enquanto o índice cai quase 2%. O forte impulso, no entanto, não tira a atratividade dos papéis, na visão do BTG Pactual, que reiterou recomendação de compra para a petroquímica em relatório desta quarta-feira, 18.

O preço-alvo foi elevado de 63,00 reais para 71,00 reais, o que representa um potencial de valorização de 35% frente ao fechamento de ontem.

O reforço nas boas expectativas para as ações veio após um evento online com executivos da companhia, que, segundo os analistas, "transmitiram uma mensagem muito positiva" sobre o que consideram os principais pilares para o case.

Eles destacam três: i) a alta dos spreads (diferença entre o valor pago na matéria-prima e o preço do produto final) petroquímicos; ii) expectativas de contínua geração forte de fluxo de caixa livre e sua distribuição aos acionistas em forma de dividendos; e iii) menor percepção de risco nas emissões de Alagoas e México.

"Tudo isso torna a Braskem uma combinação atraente de possíveis revisões para cima de lucro, uma boa história de carrego e potencial 're-rating' nos múltiplos", argumentam.

Mesmo com ganhos de 126% em 2021, os analistas comentam que os papéis da Braskem seguem negociando em Bolsa com um desconto de mais de 50% em relação a seus pares e também sobre sua média histórica.

"Achamos que há motivo suficiente para tom mais otimista independentemente de venda do stake da Novonor [antiga Odebrechet]".

Mudança de mãos

Além da Novonor (que detém 38,3% da empresa), a Petrobras (com 36,1% de participação) também pretende se desfazer de sua posição. E, pela relevância das fatias das companhias no capital da petroquímica, notícias relacionadas às vendas têm provocado oscilações nos papéis.

No início do mês, a Braskem informou seu resultado do segundo trimestre, revertendo um prejuízo um ano antes em lucro líquido de 7,4 bilhões de reais. A receita cresceu 136% na mesma base de comparação, para 26,4 bilhões de reais.

Apesar do forte resultado, os papéis caíram 4% na sessão após divulgação dos números. O movimento foi atribuído a notícias de que a Petrobras teria contratado o JPMorgan como assessor para vender sua fatia na Braskem, o que depois foi confirmado pela petroleira.

No entanto, embora sejam movimentos relevantes, os analistas do BTG têm reforçado que as perspectivas positivas para a companhia pela frente podem se sobressair a isso.

Em um outro relatório, divulgado no dia 5 de agosto, após a apresentação do resultado trimestral da Braskem, eles escreveram:

"Há algum tempo, os investidores têm percebido o ruído político em Braskem, bem como a potencial venda da participação da Novonor na empresa como os principais gatilhos para as ações. Embora acreditemos que os dois fatores permaneçam relevantes, nossa percepção é que a força dos spreads e a recuperação da demanda devem permitir aos investidores sonharem mais alto no curto e médio prazo".

Para eles, a Braskem pode estar prestes a reiniciar a distribuição de dividendos, tendo em vista a alavancagem agora sob controle e menor risco de provisões adicionais. Nos seus cálculos, a empresa pode entregar um retorno sobre o dividendo (dividend yield) de 10%, o que suporta a leitura animadora para os papéis, comentaram os analistas.

Nesta sessão, os papéis BRKM5 sobem 5,45%, em 55,36 reais, a maior alta do Ibovespa, enquanto o índice recua 0,59%.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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