Braskem dispara quase 14% em 2 dias; Enjoei fecha em queda após subir 11% | Exame Invest
MERCADOS

Braskem dispara quase 14% em 2 dias; Enjoei fecha em queda após subir 11%

PUBLICADO EM: 17.12.20 | 11H01
ATUALIZAÇÃO: 17.12.20 | 18H28
Confira os principais destaques de ações desta quinta-feira

Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Tem experiência de dez anos na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub.



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 4MIN

As ações da Braskem (BRKM5) voltaram a liderar os ganhos do Ibovespa nesta quinta-feira, 17, com valorização de 7,59%. Ontem, subiram 5,61% após notícia de que a Odebrecht retomará processo de venda da participação que detém na companhia no primeiro trimestre de 2021, segundo informações do Valor. Nos últimos dois pregões, os papéis da companhia acumulam alta de 13,6%.

Ainda de acordo com o jornal, a Petrobras (PETR3; PETR4), segunda maior acionista da Braskem, também planeja vender suas ações, em operação que pode se dar no Novo Mercado da B3. A petroleira possui 36,1% do capital total e 47% do votante.

Quais as melhores ações para 2021? Descubra e invista melhor com a assessoria do BTG Pactual digital

Segundo analistas da Exame Research, o bom momento do setor de petroquímicos, com recuperação na demanda global, tende a facilitar a venda da fatia detida pela Odebrecht, mas os inúmeros problemas ambientais da Braskem podem reduzir o interesse de eventuais investidores. De qualquer maneira, eles apontam que a retomada do processo de alienação pode dar ânimo às ações da Braskem, uma vez que um novo acionista tende a dar suporte maior à companhia, tanto em termos financeiros quanto operacionais.


Recomendado para você

Siderúrgicas 

Os papéis de CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4) registraram ganhos de 3,70% e 2,61%, respecitamente, enquanto os de Usiminas (USIM5), que chegou a subir mais de 5% na máxima do dia, viraram para o negativo e encerraram com queda de 0,80%.

No radar, a Usiminas divulgou dados de produção e vendas do dia 1º de novembro até 15 de dezembro, reafirmando retorno à normalidade de sua operação. Segundo a companhia, a produção total de laminados pela Unidade de Siderurgia foi de 533,0 mil toneladas no período, 0,2% acima da média diária do primeiro trimestre e 6,4% superior à média diária de 2019. O volume total de vendas acumulado no mesmo período foi de 577,6 mil toneladas, 11,5% acima da média diária do primeiro trimestre e 14,1% superior à média de 2019.

Além disso, a companhia informou que, no mesmo período, o volume de vendas para o mercado interno foi de 559,2 mil toneladas, o que representa 97% do volume total de vendas, sendo 25,3% acima da média diária do primeiro trimestre e 23,2% superior à média de 2019. O mercado externo representou 18,4 mil toneladas de vendas, ou 3% do volume total vendido, sendo principalmente destinado para clientes nacionais com cadeias produtivas no exterior, disse a companhia.

No início da semana, o Instituto Aço Brasil divulgou que a produção de aço no mês de novembro foi de 2,9 milhões de toneladas, crescimento de 11,2% na comparação anual e 6,1% superior ao reportado em outubro. No total, as vendas internas e o consumo aparente subiram 12,9% e 16,1%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2019.

Vale

As ações da Vale (VALE3) subiram 1,14%, na sua terceira sessão seguida de ganhos, acompanhando os preços do minério de ferro. Os contratos futuros da commodity negociados na Bolsa de Dalian registraram alta de 2,60%, cotados em 1.026,50 iuanes a tonelada.

No radar, a companhia tem hoje nova audiência para tentar acordo de compensação pelos danos provocados pelo rompimento de barragem em Brumadinho.

Enjoei

As ações da Enjoei (ENJU3), que chegaram a subir quase 11% na máxima do dia, viraram para queda e fecharam com baixa de 1,86%, quebrando uma sequência de quatro altas. O movimento positivo mais cedo veio na esteira de um relatório do Bradesco BBI de inicio de cobertura dos papéis, com recomendação de compra e preço-alvo em 18,00, o que implica um potencial de valorização de 60% frente ao fechamento de ontem.

Os analistas do banco estimam que o volume bruto de mercadoria da empresa deva crescer a uma taxa média anual composta (CAGR) de 67% nos próximos cinco anos, contra uma média de 25% de seus pares. Segundo eles, esse crescimento deve ser suportado pela aceleração dos investimentos da companhia em marketing, que quase quadruplicou de 2020 para 2021, possibilitados pelos recursos levantados em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações.

Na terça-feira, o BTG Pactual também iniciou cobertura das ações, com recomendação de compra e preço-alvo em 15,00 reais, o que implica um potencial de valorização de 33% em relação ao fechamento de ontem.

Azul

A Azul (AZUL4) aunciou ontem à noite suas projeções de capacidade para dezembro e o primeiro trimestre de 2021. Este mês, a companhia disse que espera operar mais de 90% de sua capacidade doméstica quando comparado com o mesmo período de 2019. Para o primeiro trimestre do ano que vem, a companhia informou que prevê operar mais de 100% de sua capacidade doméstica e mais de 85% de sua capacidade total em relação ao mesmo período de 2019.

Segundo os analistas da Exame Research, a sinalização da companhia é positiva, mostrando uma dinâmica operacional mais forte no fim do ano e no começo de 2021 — um período sazonalmente mais forte para a aviação comercial. Ainda assim, eles comentam que o setor continua exposto às incertezas ligadas ao coronavírus e à segunda onda da pandemia, podendo sofrer com eventuais endurecimentos das medidas de restrição social no curto prazo.

Nesta sessão, os papéis da Azul caíram 2,37%.

Neogrid 

As ações da Neogrid (NGRD3) registraram queda de 1,55% em dia de estreia na B3, após ter precificado sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) em 4,50 por papel, abaixo do piso da faixa indicativa que ia de 5,50 a 7,25 reais. A empresa levantou 486,45 milhões de reais com sua oferta, no último IPO da Bolsa brasileira este ano.


Leia também

Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Tem experiência de dez anos na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub.


Compartilhe nas redes sociais