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brMalls recusa proposta de fusão da Aliansce Sonae

PUBLICADO EM: 14.1.22 | 9H40
ATUALIZAÇÃO: 14.1.22 | 10H48
Oferta "subvalia consideravelmente o valor justo" da companhia e de seu portfólio, segundo Conselho da brMalls
Villa-Lobos, shopping da brMalls

Shopping Villa Lobos, da brMalls | Foto: Divulgação (Lívia Krassuski)

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Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O Conselho de Administração da brMalls (BRML3) recusou por unanimidade a proposta de combinação de negócios com a Aliansce Sonae (ALSO3), informou a companhia em fato relevante divulgado na manhã desta sexta-feira, 14.

A oferta, segundo a empresa, "subvalia, consideravelmente, o valor econômico justo da brMalls e do seu portfólio de ativos e, portanto, não atende aos melhores interesses dos acionistas".

Pelos termos da proposta, os acionistas da brMall receberiam novas ações emitidas pela Aliansce representativas de 50% de seu capital social. Dessa forma, seria emitida 1 ação da Aliansce para cada 0,318 ação da brMalls. Adicionalmente, os acionistas da brMalls receberiam 1,350 bilhão de reais em dinheiro, sendo 1,618 real por ação.

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No fim da operação, as ações da brMalls seriam incorporadas pela Aliansce Sonae.

Avaliada em 6,81 bilhões de reais, a brMalls tem valor de mercado 31,5% superior ao da Aliansce Sonae. Segundo o fato relevante emitido pela brMalls, a oferta de fusão não incluía prêmio em relação ao preço de fechamento das ações no último pregão. 

A possível união das duas companhias formaria uma gigante do setor, com 69 shoppings centers. Segundo analistas, a fusão produziria sinergias substanciais.

"Os principais benefícios dessa transação seriam o aumento de escala e a alavancagem operacional na frente comercial, incluindo também receitas de mídia e publicidade, bem como maior poder de barganha com fornecedores", afirma o J. P. Morgan em relatório recente. 

 

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