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BTG Pactual faz duas alterações na carteira de small caps para novembro

PUBLICADO EM: 1.11.21 | 18H29
ATUALIZAÇÃO: 2.11.21 | 0H39
Devido ao atual cenário político-econômico, o maior banco de investimentos da América Latina seguiu com a estratégia de diversificação na carteira de small caps
BTG Pactual small caps

(Getty Images)

Imagem da Editoria Exame Invest
Juliano Passaro

Repórter da Exame



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O BTG Pactual digital divulgou sua carteira recomendada de small caps para novembro, nesta segunda-feira, 1º. A carteira, que possui dez ações desde o mês passado, sofreu duas alterações.

O objetivo do aumento de ações na carteira, no mês passado, foi proporcionar um portfólio mais diversificado e abrangente, diminuindo os riscos e aumentando as chances de proporcionar maiores rendimentos aos investidores.

Para novembro, SLC Agrícola, CBA, 3R Petroleum, 3tentos, ClearSale, Desktop, Orizon e Sinqia mantêm suas posições, enquanto Grupo Soma e Vamos saem. Para substituir as duas últimas, entram Jalles Machado e Santos Brasil na carteira deste mês. Todas as dez empresas possuem peso de 10% na carteira.

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Ambiente político-econômico no Brasil

O ambiente político-econômico do país teve uma piora nos últimos meses. A alta dos juros acelerou e a Selic pode fechar 2021 em 9,25%. Além disso, as projeções de crescimento da economia para 2022 estão diminuindo. Ademais, a inflação, de acordo com o Boletim Focus, pode terminar 2021 em 9%.

Por outro lado, a vacinação está progredindo mais rápido, e o Brasil já conta com 154 milhões de pessoas imunizadas com, pelo menos, a primeira dose, 72% de sua população, e agora administra aproximadamente 1,5 milhão de doses diárias.

O motivo das escolhas das novas empresas na carteira de small caps do BTG para agosto

Santos Brasil (STBP3)

De acordo com os especialistas do BTG Pactual, a visão construtiva sobre a Santos Brasil é baseada em um melhor ambiente regulatório, na melhor dinâmica competitiva em Santos, possibilitando a retomada dos reajustes de preços, incluindo a já anunciada renovação do contrato com a Maersk, as perspectivas favoráveis para o setor de portos/infraestrutura e as expectativas de bons resultados para o terceiro trimestre, impulsionadas por uma sólida melhoria operacional.

“Além disso, a indústria global de transporte de contêineres passa por um momento muito positivo, impulsionada pela forte recuperação de volumes após interrupções na cadeia de suprimentos causadas pela pandemia. Com o nome negociado a uma TIR real de 12,5%, vemos a tese se tornando ainda mais atraente para os investidores”, destacam os especialistas no relatório.

Jalles Machado (JALL3)

Os analistas do BTG Pactual estão otimistas com os fundamentos da indústria de açúcar e etanol e enxergam na Jalles Machado uma das melhores e mais baratas teses neste quesito.

“No açúcar, acreditamos que os preços globais podem estar entrando em uma nova fase com o governo indiano antecipando o prazo para a mistura de 20% do etanol na gasolina vendida no país até 2025, potencialmente reduzindo a produção de açúcar em 6 milhões de toneladas/ano. Isso, combinado com o fato de o Brasil ter relativamente pouco açúcar a mais para trazer ao mercado, significa que a curva de preços futuros [atualmente em declínio para longo prazo] pode se mostrar muito conservadora com base na necessidade de incentivar a produção de outros participantes marginais com custos de produção mais próximos da marca ~ c20/lb”, dizem em relatório.

“As ações da Jalles oferecem um FCFE yield de dois dígitos antes mesmo de todos os fatores anteriores entrarem em ação, o que deve ser agravado pelos planos de crescimento orgânico de baixo risco da empresa. Reiteramos a Compra”, concluem os analistas do BTG Pactual.

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Juliano Passaro

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