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BTG pode avançar 23% na bolsa e é ação preferida do Itaú BBA no setor

PUBLICADO EM: 16.6.21 | 6H05
ATUALIZAÇÃO: 16.6.21 | 1H11
Analistas aumentam o preço-alvo do papel para 150 reais e afirmam que o banco está remodelando a indústria brasileira de varejo

Resumo do investidor

1. Itaú BBA reforça recomendação de compra para BPAC11 e eleva preço-alvo das units para 150 reais 2. Papel é o favorito dos analistas do Itaú BBA para o setor financeiro 3. Principais fatores para revisão são a digitalização e a atração de escritórios de agentes autônomos

Sede do BTG, na Av Faria LIma/ São Paulo Foto: Germano Lüders 10/08/2020

Sede do BTG Pactual na avenida Faria Lima, em São Paulo | Foto: Germano Lüders/Exame

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter de mercados, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM | beatriz.quesada@exame.com



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As units do banco BTG Pactual (BPAC11) subiram 3,01% no último pregão e ficaram entre as maiores altas do Ibovespa. O impulso para a alta dos papéis foi a notícia de que o Itaú BBA aumentou o preço-alvo das units de 120 reais para 150 reais para o encerramento de 2021. A mudança representa um potencial de valorização (upside) de 22,9% considerando o preço de fechamento desta terça-feira, 15, de 122,03 reais.

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Em relatório, os analistas do BBA afirmaram que o banco é a escolha preferida da casa para o setor de serviços financeiros. Os destaques da tese são o movimento de digitalização, conquistado principalmente por meio da aquisição do Banco Pan (BPAN4), e a estratégia agressiva de fusões e aquisições que atraiu grandes escritórios de agentes autônomos para a base do BTG nos últimos meses.

As operações mais recentes foram com a Acqua-Vero, a Wise e a EWZ. Juntos, os escritórios detinham 12,4 bilhões de reais em investimentos de clientes. Embora grande parte da base de investidores continue na corretora com a qual o escritório mantinha vínculo, o Itaú BBA afirma que as operações serão altos agregadores de valor para os acionistas do BTG.

“Mesmo sob suposições conservadoras, essas transações podem ser amplamente impulsionadoras de lucro por ação e de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE)”, afirmam os analistas. Os cálculos do Itaú BBA apontam que, para cada negócio de 10 bilhões de reais, são acrescentados de 0,6 a 0,8 centavos às units do BTG Pactual, a depender da execução.

O Banco Pan também tem parte relevante nesse crescimento, uma vez que já representa 18% da capitalização de mercado do BTG. Em maio, o BTG Pactual se tornou o acionista controlador integral do banco voltado para as classes C, D e E, aumentando sua participação para 71,7% do capital total ao comprar ações então em poder da Caixa.

“Uma parte significativa do preço da ação do BTG neste ano é explicada pelo aumento de participação no Pan. A capitalização do BTG Pactual está agora em sua máxima histórica, mas, se excluirmos a fatia relacionada ao Banco Pan, o indicador ainda está 7% abaixo da maior alta”, afirmam os analistas. 

Outro ponto destacado pelos analistas é a presença do banco de investimentos no segmento de varejo, com o BTG+ e também com BTG Pactual digital, a plataforma de distribuição de investimentos. 

“Se o BTG digital for bem-sucedido, os negócios principais do BTG também serão. Os bancos tradicionais podem ter esquecido os benefícios da ampla distribuição no varejo no passado, mas o quadro mudou”, afirmam os analistas.

A estratégia do BTG tem sido reconhecida por analistas de mercado. O banco recebeu recentemente a nota AAA, a mais alta existente, como emissor de crédito de longo prazo na escala nacional da agência de classificação de risco Standard & Poor's.

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