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BTRA11 e BTAL11: conheça os fundos imobiliários agro do BTG

PUBLICADO EM: 16.10.21 | 7H00
ATUALIZAÇÃO: 18.10.21 | 16H50
Após dois meses da listagem na bolsa, gestão do BTRA11 vem preferindo aguardar operações mais rentáveis
Leonardo Zambolim, gestor dos fundos BTAL11 e BTRA11, do BTG

IPO do fundo imobiliário foi feito em momento de nervosismo do mercado. Mas o gestor Leonardo Zambolim aponta que a tese de investimento não mudou

Imagem da Editoria Exame Invest
Marília Almeida

Repórter de Invest marilia.almeida@exame.com



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A oferta pública inicial de ações (IPOs) do fundo imobiliário BTG Terras Agrícolas (BTRA11), que foi listado na bolsa antes da regulamentação dos Fiagros, aconteceu em um momento de nervosismo do mercado. No final de agosto a expectativa para a Selic estava aumentando e havia a possibilidade de o governo taxar os FIIs. Resultado: mesmo quando ainda não havia feito qualquer investimento, as cotas do fundo começaram a desvalorizar.

Com expectativa de captar R$ 650 milhões, o banco acabou atraindo R$ 350 milhões. Agora, após dois meses da listagem inicial na bolsa, a gestão do BTRA11 está sendo cuidadosa quando se trata de novos investimentos. Contudo, mantém sua tese inicial. É o que conta Leonardo Zambolin, gestor do fundo. Ele foi entrevistado pelo professor da EXAME Academy, Arthur Vieira de Moraes no programa FIIs em EXAME, transmitido às sextas-feiras, às 15h.

Até agora o BTRA11 tem três ativos no portfólio, conta o gestor. "Como as terras são caras e a cota caiu desde o IPO, decidimos trabalhar com transações mais rentáveis, que podem demorar mais para acontecer".

Também colabora para uma maior seletividade das operações, na visão de Zambolin, o fato de que muitos produtores rurais ainda não estão preparados para o escrutínio do mercado de capitais. "A cada negociação temos de fazer uma varredura criminal e ambiental. Nossa área de ESG tem poder de vetar operações. Estimamos que de cada 10 negócios que analisamos, seis têm o crédito negado em até 15 dias".

Historicamente a compra de terras oferece retornos acima da inflação. Contudo, o cenário atual, de valorização de commodities e do dólar, é favorável para quem detém os ativos. Essa conjuntura também leva a questionamentos sobre se é o melhor momento para o fundo realizar aquisições.

"Estamos pagando caro pelos investimentos? De certa forma sim, mas não teremos necessariamente que vender as terras. Posso continuar arrendando o ativo para o proprietário e dando a ele a opção de recompra. Ou seja, podemos aguardar uma valorização maior no longo prazo", completa o gestor.

Mais importante do que preço, portanto, é a perspectiva de valorização dos ativos, resume Zambolin. "Não esperamos correções substanciais das terras a ponto de matar a nossa tese. Diluído no tempo o preço pago é aceitável. E caso os valores se depreciem, vamos comprar mais".

Logística ligada ao agronegócio: BTAL11

Zambolin também é gestor do outro FII ligado ao agronegócio gerido pelo banco de investimentos, o BTG Pactual Agro Logística (BTAL11). O fundo busca investir em gargalos quantitativo e qualitativos. O objetivo é ocupar espaços nos quais o financiamento de grandes bancos não chegam.

O BTAL11 tem um mandato amplo: investe em galpões logísticos, silos de armazenagem, retroárea de portos e até em CRIs. "Buscamos galpões construídos a no máximo 10 anos e verificamos o quão estratégico o ativo é para o proprietário, para garantir que ele será bem cuidado e recomprado por ele no futuro", conclui Zambolin.

Veja no vídeo abaixo a entrevista completa do gestor no programa FIIs em EXAME:

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Marília Almeida

Repórter de Invest marilia.almeida@exame.com


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