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Buffett diz que vender suas ações da Apple foi "provavelmente um erro"

PUBLICADO EM: 1.5.21 | 18H26
ATUALIZAÇÃO: 1.5.21 | 18H28
Investidor se desfez de parte de sua posição na Apple no fim do ano passado, mas empresa continua em alta. Buffett discursou na tradicional assembleia de acionistas da Berkshire Hathaway

Buffett e Charlie Munger na assembleia deste sábado, excepcionalmente realizada em Los Angeles: "provavelmente um erro" ter vendido ações da Apple (via REUTERS)

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Da Redação

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Até mesmo Warren Buffett pode tomar decisões erradas no processo de escolher quando se desfazer de uma posição.

Em discurso na assembleia de acionistas da Berkshire Hathaway, neste sábado, 1º, o megainvestidor disse que considera "provavelmente um erro" ter vendido parte de suas ações na empresa de tecnologia Apple, o que fez no quatro trimestre do ano passado.

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De acordo com ele, no atual ambiente de juros baixos, papéis de grandes companhias de tecnologia são "barganhas" e estão corretamente avaliadas.

"Se os níveis das taxas de juros atuais são os apropriados, então essas ações, mesmo nos preços atuais, são barganhas, pois tem a capacidade de geração de caixa que títulos governamentais hoje não têm", avaliou o investidor, durante reunião anual com investidores da Berkshire Hathaway.

Ainda sobre a Apple, Buffett destacou a presença "indispensável" dos produtos da companhia na vida dos americanos. De acordo com a CNBC, apesar da redução de posição, a companhia ainda tem a maior posição na carteira de investimentos da Berkshire, em investimentos de cerca de 111 bilhões de dólares.

As ações da Apple subiram 21% nos últimos seis meses até a última sexta-feira, 30, embora sigam com valor relativamente estável em 2021, chegando a cair 1% até agora. A Apple vale hoje 2,2 trilhões de dólares, uma das companhias mais valiosas do mundo. Como outras gigantes de tecnologia, tem sido beneficiada durante a pandemia com a digitalização dos serviços e hábitos de consumo.

Confiança em 2021

Também neste sábado, Buffett se disse confiante na economia americana no restante do ano. Segundo o investidor, cerca de 85% da economia americana está "correndo em ritmo acelerado" e a economia está em situação melhor do que a prevista há um ano. 

O investidor é dono da famosa frase "never bet against the US" (nunca aposte contra os EUA), e parece seguir levando sua máxima a sério.

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Buffett elogiou as ações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Congresso dos EUA ao oferecerem suporte monetário e fiscal, respectivamente, durante o choque da crise do coronavírus. "Quando Powell agiu com a velocidade e decisão com que agiu, isso mudou a situação da economia", disse o investidor, destacando o papel do presidente do Fed, Jerome Powell.

O motivo do otimismo de Buffett se mostra também na economia americana. Com quase metade da população vacinada com a primeira dose e cerca de 40% com a segunda, o país é o que mais vacinou no mundo e já começa a reabrir parte da economia.

O S&P 500, que reúne as principais empresas dos EUA, atingiu nos primeiros 100 dias do governo do presidente democrata Joe Biden seu maior crescimento no começo da gestão de um novo presidente desde os anos 50 -- mesmo com os anúncios de Biden de que deseja aumentar impostos para empresas e os mais ricos nos EUA.

O produto interno bruto (PIB) do primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira, também cresceu 6,4% na taxa anualizada — notícia considerada positiva pelo mercado mesmo com a base de comparação baixa, após recessão no ano passado. O número de pedidos de seguro desemprego também vem caindo. 

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