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ByteDance, dona do TikTok, planeja IPO em negócio de US$ 250 bilhões

PUBLICADO EM: 10.5.21 | 15H07
ATUALIZAÇÃO: 10.5.21 | 15H27
Gigante chinesa negocia listagem em Hong Kong ou até nos EUA, no que será uma das ofertas públicas mais aguardadas em muitos anos
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Empresa chinesa dona do TikTok planeja IPO de negócio de 250 bilhões de dólares (Bloomberg)

Imagem da Editoria Exame Invest
Bloomberg



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Zhang Yiming transformou a ByteDance na empresa privada mais valiosa do mundo por meio de uma série de aplicativos de sucesso como o TikTok, que desafiou o Facebook e outras líderes em seu próprio território. Seu novo alvo: o Alibaba.

Em busca do próximo grande ato da ByteDance, o gênio da codificação em inteligência artificial está de olho na arena de comércio eletrônico da China, que movimenta 1,7 trilhão de dólares.

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O cofundador da Byte Dance, 38 anos, contratou milhares de funcionários e atraiu investidores de renome, como o empresário Lei Jun, da Xiaomi, para impulsionar o que ele chama de sua próxima grande inovação global: vender produtos aos consumidores por meio de vídeos curtos e transmissões ao vivo. É o live streaming.

Essa iniciativa testará não apenas o toque mágico de Zhang na criação de aplicativos e maestria em inteligência artificial da ByteDance mas também a recepção dos investidores antes de um dos IPOs (oferta pública inicial, em inglês) mais esperados do mundo da tecnologia.

Sua startup já começa a causar impacto em um setor há muito tempo dominado pelo Alibaba, de Jack Ma, e pela JD.com. A empresa vendeu cerca de 26 bilhões de dólares em maquiagem, roupas e outros produtos em 2020, alcançando em seu ano inaugural o que o Taobao do Alibaba levou seis anos para atingir. A previsão é superar US$ 185 bilhões até 2022.

O Douyin, a versão chinesa do TikTok, deve contribuir com mais da metade das vendas de anúncios domésticos da empresa de 40 bilhões de dólares neste ano, impulsionadas em parte pelo comércio eletrônico.

“As plataformas de vídeos curtos têm tanto tráfego que basicamente podem fazer qualquer negócio”, disse Shawn Yang, diretor-gerente da Blue Lotus Capital Advisors. “O Douyin não está apenas em anúncios mas também em live streaming, e-commerce, serviços de vida local e pesquisa. Isso dá muito espaço para a imaginação.”

O dinamismo do comércio eletrônico pode ajudar a empresa a ultrapassar o valor de 250 bilhões de dólares quando abrir o capital, minimizando as preocupações em torno do controle do governo chinês sobre gigantes da internet no país.

Listagem em Hong Kong e Nova York

Os preparativos estariam em andamento para uma oferta pública inicial que seria uma das estreias mais esperadas do mundo. A startup trabalha na oferta com consultores e avalia Hong Kong ou Estados Unidos como local de listagem, disseram pessoas a par do assunto. Embora a ByteDance não tenha planos de administrar vendas ou mercadorias, espera vender mais anúncios aos comerciantes, aumentar o tráfego e conseguir uma fatia do negócio.

A ByteDance conta com suas recomendações baseadas em interesses e em inteligência artificial para ajudar seu negócio de e-commerce a deslanchar.

Em uma festa para comemorar um ano do negócio no mês passado, executivos explicaram que a startup pretende replicar seu sucesso com o uso de algoritmos de inteligência artificial para abastecer conteúdo de usuários em compras online. Ao percorrerem um fluxo interminável de conteúdo social, agora conectados a bens físicos mais do que nunca, os usuários do Douyin não conseguirão resistir ao impulso de comprar, disseram.

É “mais ou menos semelhante a fazer compras na rua”, disse Bob Kang, responsável de comércio eletrônico do Douyin, de 35 anos, a uma audiência de centenas de pessoas no evento em Guangzhou. “À medida que as pessoas ficam mais ricas, não vão aos shoppings ou butiques com coisas específicas em mente, apenas compram se virem algo de que gostam.”

A incursão do Douyin no comércio eletrônico chinês pode oferecer um roteiro para o TikTok, que começou a testar o mercado de compras online por meio de parcerias com o Walmart e com a empresa canadense de comércio eletrônico Shopify.

Em dezembro, Zhang disse aos funcionários globais que o e-commerce, quando combinado com streaming ao vivo e vídeos curtos, oferece uma oportunidade ainda maior fora da China, de acordo com participantes que pediram para não serem identificados.

A empresa também tem montado discretamente uma equipe de engenheiros em Cingapura para expandir as novas operações de comércio eletrônico do TikTok.

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