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C6 Bank recebe aporte bilionário e passa a ser avaliado em R$ 11,3 bi

PUBLICADO EM: 2.12.20 | 13H51
ATUALIZAÇÃO: 3.12.20 | 20H02
Banco digital lançado comercialmente para o público em agosto de 2019 tem mais de 4 milhões de contas abertas

Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil.



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O C6 Bank, um dos maiores bancos digitais do país, anunciou nesta quarta-feira, 2, uma captação de recursos de 1,3 bilhão de reais. O novo aporte foi realizado por meio da emissão de ações ordinárias para mais de 40 investidores privados, cuja identidade não foi revelada. Com a operação, o C6 passa a ser avaliado em 11,3 bilhões de reais.

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Os recursos serão utilizados para aumentar o capital do banco, ampliando a capacidade de expansão. O Credit Suisse atuou como agente financeiro da operação.

“O aumento de capital nos permite acelerar o crescimento. Continuaremos investindo para aumentar a base de clientes, completar o desenvolvimento da plataforma de investimentos e avançar em novas linhas de negócio”, afirmou Marcelo Kalim, CEO do C6 Bank.

Com o aporte, o banco se torna oficialmente um unicórnio, ou seja, uma startup avaliada em 1 bilhão de dólares ou mais. Mas essa classificação sempre foi deixada de lado pelos sócios-fundadores do C6, que sempre miraram os grandes bancos do país — como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander — como competidores a ser enfrentados.

 


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“Notamos um enorme interesse dos investidores nesta rodada de captação e confiamos no potencial de crescimento do C6 Bank”, disse José Olympio Pereira, presidente do Credit Suisse no Brasil. O banco de investimento já havia coordenado a parceria acertada com a TIM no meio do ano, que já resultou na abertura de mais de 800.000 contas.

Lançado comercialmente para o público em agosto de 2019, o C6 Bank tem mais de 4 milhões de contas abertas e está presente em 99,7% dos municípios brasileiros. O banco tem cerca de 5,3 bilhões de reais em ativos totais, enquanto a carteira de crédito para pessoas físicas e jurídicas — com foco em PMEs — ultrapassa 4 bilhões de reais.

A estratégia do banco é se posicionar como um banco completo de varejo. Oferece serviços e produtos gratuitos para ampliar essa base e daí rentabilizar com produtos como crédito e investimentos. Em pouco mais de um ano de existência, passou a ganhar escala em ritmo acelerado e a ampliar gradualmente a oferta de produtos e serviços.

No fim do ano passado, o banco passou a oferecer uma conta global com cartão de débito em dólar ou euro, por meio de uma operação que possui no exterior; e lançou uma plataforma aberta de investimentos com fundos de diferentes gestoras.

O volume transacionado na plataforma de pagamentos (inclui serviços de adquirência e outras soluções de pagamento para varejistas) atinge 1,5 bilhão de reais por mês.

O C6 foi fundado por ex-sócios do BTG Pactual (do mesmo grupo que controla a EXAME): além de Marcelo Kalim, que é o maior acionista, fazem parte do quadro de controladores Leandro Torres, Luiz Marcelo Calicchio, o Teco, e Adriano Ghelman, entre outros executivos. Carlos Fonseca foi outro ex-sócio do BTG que participou da fundação do C6, mas deixou o banco no início do ano e fundou a Galapagos Capital.

O C6 Bank integra a Carbon Holding, grupo do qual fazem parte também as empresas PayGo (tecnologia em meios de pagamento), Som.us (assessoria de seguros), Setis (aplicações de pagamentos) e Idea9 (edtech). Juntas, somam cerca de 1.400 funcionários.


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Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil.


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